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medicina nuclear em revista
| Jan • Fev • Mar 2014
31
especial
Multidisciplinaridade da medicina nuclear
exige uma equipe altamente capacitada e
que trabalhe em perfeita sintonia
por
SAULO LUZ
Para que os benefícios propor-
cionados pela medicina nuclear
sejam caracterizados pela excelên-
cia, é imprescindível o trabalho de
uma equipe multidisciplinar, que
precisa atuar em perfeita sintonia.
“Sendo uma especialidade diagnós-
tica e terapêutica, a medicina
nuclear tem essa característica mul-
tidisciplinar - cada profissional com
seu papel bem definido e comple-
mentar ao trabalho do outro”, afir-
ma a médica nuclear Letícia Rigo,
coordenadora do Serviço de
Medicina Nuclear da Med Imagem,
empresa que presta serviços para o
Hospital Beneficência Portuguesa
de São Paulo.
­Entre os profissionais de saúde
que integram uma equipe multidis-
ciplinar de medicina nuclear, além
dos médicos especialistas na área,
há os radiofarmacêuticos, radio-
químicos, físicos especializados em
física médica e enfermeiros, entre
outros, que desenvolvem suas tare-
fas em estreita colaboração, cada
um com responsabilidades bem
definidas. De acordo com as neces-
sidades de cada departamento, o
elenco ainda pode contar com pro-
fissionais que não são comuns a
todas as áreas, como físicos, cardio-
logistas, biomédicos, tecnólogos,
supervisores de segurança, biólo-
gos, entre outros.
“Para conseguir uma boa imagem
e o melhor diagnóstico, é preciso
contar com uma equipe técnica bem
capacitada”, diz a coordenadora do
Departamento de Biomédicos e
Tecnólogos da Sociedade Brasileira
de Medicina Nuclear (SBMN),
Solange AmorimNogueira. Ela lem-
bra ainda que o papel de cada profis-
sional influencia a atuação do restan-
te da equipe, sendo essencial para
atingir o melhor resultado possível.
“De início, é importante utilizar
materiais que tenham sido bem pre-
parados na radiofarmácia. Isso
influenciará tudo o que vem em
seguida”, completa.
A radiofarmacêuticaMiriam
Roseli Yoshie Okamoto, do Centro de
Medicina Nuclear do Instituto de
Radiologia doHospital das Clínicas,
um time de
primeira
da Faculdade deMedicina da
Universidadede SãoPaulo (HCFMUSP),
destaca a importância do profissional
na área: “Cabe ao farmacêutico pes-
quisar, sintetizar, controlar, fornecer,
manipular e dispensar os radiofárma-
cos para o paciente de medicina
nuclear. Assim, ele utiliza todo o
conhecimento de sua graduação em
produção, controle de qualidade e
manipulação de medicamentos esté-
reis – a única diferença é que também
são radioativos, o que exige, na práti-
ca, cuidados adicionais como blinda-
gens de chumbo, controle da exposi-
ção e adequação de alguns processos”.
De fato, a atuação do farmacêuti-
co é obrigatória nas empresas que
produzem radiofármacos para
comercialização. Nos serviços de
medicina nuclear com grande volu-
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