DIIálogo - Ed. 01

Dra. Heda Amarante Professora Assistente da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Como foi que o senhor se aproximou do campo das DIIs? Dentro do nosso ambulatório do intestino já se vão quase 30 anos desde que criamos um setor só para doenças inflamatórias. Vimos que esse crescimento de doentes justificava uma separação do doente com doença inflamatória dos demais com doen- ças intestinais de outra natureza. Antes disso, eu já tinha um certo interesse nessas doenças que, até então, eram consideradas de origem emocio- nal. Eu me questionava se esse era efetivamente o ponto principal para que essas pessoas se tor- nassem doentes de DIIs. Já tinha certo interesse quando o ambulatório passou a ter uma frequên- cia maior deles. Esse interesse aumentou e eu es- tou nesse ambiente até hoje. Dr. Carlos Fernando de Magalhães Francesconi Professor Titular do Departamento de Medicina Interna da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Quais os seus planos visando a diminuição progressiva da carga de trabalho, no dia a dia com os pacientes e aulas? Eu acho que isso tem que ser a tendência natu- ral até porque vai criar oportunidades para que os meus colegas mais jovens assumam compro- missos que eu já tive em número muito grande no passado. Eu vejo a diminuição da carga como uma tendência natural e fico muito satisfeito com a qualidade daqueles que estão me seguindo. Dr. Marco Antônio Zerôncio Coordenador do Programa de Centros de Referência em DII do GEDIIB O que pensar sobre o futuro da DII no Brasil e no mundo? No futuro, acho que teremos mais doentes do que tínhamos no passado e no presente. Mas, por outro lado, vejo com muita es- perança o aparecimento de novos medicamentos e novos estudos genéticos que poderão, talvez no futuro, dar uma ideia previsível de indivíduos analisados geneticamente e identificados como candidatos para a DII. Talvez nesse momento nós tenhamos mecanismos de prevenção ou pelo me- nos de minimização dos efeitos com doenças des- se tipo. A parte medicamentosa é de uma expec- tativa muito grande. Se não tivermos uma cura, quem sabe em décadas possa até acontecer, que pelo menos consigamos melhores resultados do ponto de vista do tratamento e da qualidade de vida desse paciente com DII. Dona Esther Miszputen Esposa Você se sente realizado? Se você pudesse mudar sua vida no começo de sua carreira, como ela seria? Eu me considero totalmente realizado. Quanto à segunda pergunta, ela é difícil responder. Eu, talvez, teria dividido me- lhor o meu tempo entre família, profissão e ciência. Talvez eu repensasse essa distribui- ção melhor. 13 Julho/Setembro 2020

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