Revista Plastiko's #223
A inclusão da humanização dentro da prática médica deve ocorrer esponta- neamente e será assim na medida em que o paciente perceber que está sendo atendido por um profissional que gosta do que faz e, principalmente, que goste de gente Na foto, J. J. Camargo com o presidente da SBCP durante a 2ª edição do Simpósio para Desenvolvimento e Gestão de Carreira ao Jovem Cirurgião Plástico (SIDEG-C), realizado nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro em São Paulo 18 PLASTIKO‘S JAN-MAR 2020 Entrevista. mas ninguém consegue ensinar alguém a gostar de gente. A inclusão de temas de humanidades nos currículos das melhores escolas de medicina é um louvável esforço no sentido de estimular a sensibilidade de quem trabalhará com pessoas vulnerabilizadas pelo sofrimento. E o que pode ocorrer para que essa relação mais humana entre médico e paciente se perca? Vários fatores podem resultar na fragilidade da relação médico/pacientenamedicina moderna. As consultas apressadas, as agendas corridas, a submissão da medicina moderna aos gestores dos convênios que priorizam o lucro em detrimento de qualidade pessoal da relação e a des- personalização da figura do médico criam os maio- res conflitos, fragilizando a relação. Por outro lado, o médico é a ponta visível de um sistema cruel e discri- minador e, portanto, o alvo preferencial e único da indignação dos pacientes aflitos e decepcionados. COMUNICAÇÃO/SBCP
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