Revista Plastiko's #223

PLASTIKO‘S JAN-MAR 2020 22 Reportagem. Dr. Júlio: “Essa é uma ver- dade irrefutável embora, felizmente, jámostra alguma tendência ao equilíbrio. Quero crer que tanto os serviços de formação, como a própria SBCP, têm valorizado, ainda que timidamente no meu modesto entender, o extenso campo da cirurgia recons- trutora. Certamente, a longo prazo, o próprio mercado se encarregará de corrigir essa discrepância atual.” Dr. Gustavo: “Não vejo necessidade de mudar a nossa vocação, mas acredito que isso não impeça que também desenvolvamos o mercado das cirurgias de necessidade (as reparadoras). Ummercado não exclui o outro. Acredito que o desenvolvimento do Brasil, com aumento da preocupação com a qualidade de vida e maior percepção das diversas necessidades que surgem e devem ser atendidas, aliado a uma melhora da gestão tanto da saúde pública como da com- plementar, farão com que os planejadores de saúde O mercado de trabalho do cirurgião plástico brasileiro é prioritariamente estético em relação à cirurgia reparadora. Por que esse cenário segue atual? passem a se preocupar mais com o mercado que tem sido pouco explorado por aqui.” Dra. Tatiana: “Acredito que esta proporção seja difícil de mensurar emumamédia, pois, emnúmeros totais de cirurgias, as reparadoras devem ser amaioria, já que são também realizadas pelo SUS. O número de pacientes que necessitamde intervenção para uma cirurgia reparado- ra é infinitamente maior, po- rém a maioria será atendida pelo SUS ou sistema de saúde complementar. Se formos relacionar o volume de remu- neração para equipe médica, a estética contribui com um valor maior para a maioria dos cirurgiões, salvo raras exceções de especialistas que mantêm volume considerá- vel de cirurgias reparadoras particulares.Por conta da baixa remuneração dos con- vênios e da alta complexida- de das cirurgias reparadoras, muitos cirurgiões optam por não trabalhar com a repara- dora ou dedicam pouco tempo a isso, o que causa uma demanda muito repri- mida para essa área.” Não vejo necessidade de mudar a nossa vocação, mas acredito que isso não impeça que também desenvolvamos o mercado das cirurgias de necessidade (as reparadoras). Um mercado não exclui o outro” Dr. Gustavo Stocchero

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