Revista Plastiko's #223
35 JAN-MAR 2020 PLASTIKO‘S COWORKING MÉDICO H á dois anos, a cirurgiã plástica Patricia iraki decidiu dar um novo passo em sua carreira médica e abrir o próprio consultório. Desde que se formou em 2011, ela dividia seu tempo entre atendimentos em consultórios de amigos e clínicas multidisciplinares, mas tinha a sensação de que era uma visita em seu próprio trabalho. A alternativa encontrada até que seu próprio consultório ficasse pronto foi atender seus pacientes em um coworking médico em São Paulo, formato que ela conheceu por meio de colegas. Os coworkings médicos são salas compartilhadas que oferecem recursos como secretária on-line, cartões de visitas para divulgação dos serviços e até mesmo vaga na garagem. Os custos mensais variam de 236 a 690 reais. Para os cirurgiões plásti- cos ouvidos pela reportagem, os diferenciais em usar esses espaços são a imparcialidade do serviço e flexibilidade de atendimento em vários en- dereços, além da tecnologia onde o médico pode definir pelo aplicativo ou site seus horários e locais de atendi- mento. Outro fator é o custo: como o pagamento é feito no modelo pay-per-use , se o médico atende pouco ele paga menos. No fim, dizem, sai mais barato que montar um consultório próprio, e sem as dores de cabeça por causa das questões administrativas. Patricia, que é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), atendeu seus pacientes “Todos os pacientes elogiaram muito, mesmo aqueles para quem eu contava que ali era um espaço de coworking médico” Dra. Patricia Hiraki durante seis meses em dois endereços de coworking em São Paulo e avalia a experiência como uma ótima alternativa: “Não era o consultório de ninguém, o atendimento telefônico é personalizado e o ambiente físico é bem impessoal no sentido de não ter logos, nomes ou marcas. Além disso, como o custo dependia da demanda de uso, foi uma opção econômica.” Já o caminho do cirurgião plástico Alexandre Wada, membro titular da SBCP, foi inverso ao de Patricia: com consultório próprio desde 2007, ele abriu mão do espaço e utiliza o coworking desde 2018. “Estava descontente com a rotina do consultório devido à burocracia extrame- dicina com relação aos con- tratos trabalhistas e certifi- cações na prefeitura e outros órgãos, além dos custos cada vez maiores”, conta. Hoje, ele atende pacientes em três endereços diferentes de um coworking em São Paulo. “OPÇÃO A SE CONSIDERAR” O espaço físico maior, o atendimento em horários estendidos e tecnologia in- tegrada — o paciente chega e se dirige a um totem para informar sua chegada e espera por sua vez —, além do design moderno dos espaços, são pontos que ele avalia como positivos. “É
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