Revista Plastiko's #223

PLASTIKO‘S JAN-MAR 2020 36 Para sua prática. algo que não poderia dis- por no antigo consultório, a menos que fizesse um investimento muito grande. Utilizo esses três endereços com dias e horários pré-de- terminados por mim e de acordo com minha rotina de trabalho, mas com fle- xibilidade para alterações caso necessário”, diz Wada. O retorno de seus pacientes sobre o coworking também tem sido positivo. “Pelo menos para mim, os pacientes sinalizam uma ótima aceitação do sistema, principalmente os mais jovens e adeptos à tecnologia. Alguns pacientes mais antigos relataram algum incômodo com esse sistema no início, mas logo se acostumaram. É claro que nunca vou saber se há pacientes que desistiram do meu tratamento devido a esse sistema, mas o que tenho visto é um aparente aumento no meu fluxo de pacientes”, garante. E a vantagem para ele nesse formato de coworking, enquanto médico, é conseguir se dedicar apenas à parte médica sem preocupação com logística e burocracia, além da interação com colegas médicos de sua especialidade e de outras. “Como não tenho mais secretária, passei a ter controle direto sobre todos os aspectos relacionados a pacientes, hospitais, equipes e fornecedores. Apesar de aumentar meu trabalho, isso possibilitou uma melhor organização do fluxo de cirurgias e um relacionamento mais direto com os pacientes, resultando numa comunicação melhor com eles”, afirma. Percepção semelhante tiveram os pacientes atendidos por Patricia. “Todos os pacientes elogiarammuito, mesmo aqueles para quem eu contava que ali era um espaço de coworking médico, pois eles entendem que é uma opção mais inteligente de otimizar tempo e espaço”, lembra a cirurgiã plástica. AFINAL, O COWORKING FUNCIONA MELHOR PARA QUAL PERFIL? O coworking médico é recomendado a todos os ci- rurgiões plásticos ou apenas para aqueles em início de carreira? “Recomendo para os iniciantes e para os mais experientes, como foi meu caso. Acredito que a socieda- de passa por uma transfor- mação gigantesca em relação a conceitos de posse, proprie- dade e relações trabalhistas. Hoje, ter um consultório ou clínica própria requer uma expertise em gestão de recur- sos humanos, administração, finanças, controle tributário e outras questões. Logicamente, há médicos dispostos a entrar nessa seara, mas para quem, como eu, prefere apenas e tão “Como não tenho mais secretária, passei a ter controle direto sobre todos os aspectos relacionados a pacientes, hospitais, equipes e fornecedores. Apesar de aumentar meu trabalho, isso possibilitou uma melhor organização do fluxo de cirurgias e um relacionamento mais direto com os pacientes” Dr. Alexandre Wada

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