Revista Plastiko's Especial
PLASTIKO‘S ESPECIAL 2020 12 Linha de frente. 66.949 O pior desafio que o cirurgião plástico David Alves Mognato tem tido ao viver no front da batalha con- tra a covid-19 é omomento de informar a família do óbito e que eles não poderão se despe- dir do seu familiar. Mognato trabalha emquatro hospitais da capital paulista –Hospital São Camilo, Hospital Benefi- cência Portuguesa, Hospital AlvoradaMoema e Hospital Metropolitano Lapa. Ele ressalta que toda essa pandemia faz comos profis- sionais de saúde reforcem e relembremos motivos por escolheremamedicina. “Vivi ummomento de muita an- gústia ao continuar dando os plantões, mas eume senti con- vocado a ajudar a população comomínimo que eu sei fazer e para qual me preparei ao longo dos anos. Hoje me sinto lutando pelo bem-estar dos brasileiros”, orgulha-se. E, finalizando os de- poimentos de membros da SBCP que seguem na linha de frente contra a covid-19, o cirurgião plástico Fábio Belfort atende, desde o iní- cio da pandemia, pacientes que contraíram a doença no pronto-socorro do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. “Me vejo obriga- do, enquanto médico, a tomar parte no combate ao vírus e tratar os vulneráveis”, diz. Entre os desafios de quem está no combate à doença, ele ressalta a dificuldade em conseguir informações sobre as condutas e rotinas a serem adotadas sobre a doença, já que possui pe- culiaridades como a facili- dade de contágio e variação de evolução e gravidade. Segundo ele, o estresse profissional acaba somado ao isolamento e a restrição de ati- vidades principalmente com a impossibilidade de realizar cirurgias, pontua Belfort. Apesar disso, ele acredita que o fim está se aproximan- do com a otimização das possibilidades de tratamento, o suporte clínico e a possibi- lidade de uma vacina. “Estas são as fronteiras que definirão a velocidade e estado de saída da pandemia”, acredita o cirurgião plástico. Tenho a chance de contribuir diretamente na conscientização, cuidado e atenção aos pacientes Dr. Fernando de Freitas Temos visto, nas UTIs dos hospitais públicos, um número cada vez maior de casos. Então, quanto mais pessoas ajudar, mais vidas serão salvas Dr. Rodolfo Lobato
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