Jornal COSEMS/SP - Ed. 220

#SaudedigitalSUS prazo que dê um eixo estruturante para um melhor uso de informação e fomento da saúde digital do sistema de saúde brasileiro”, analisou Massuda. Um dos palestrantes internacionais do evento foi o diretor de informações digitais e diretor médico adjunto do National Health Service (NHS), Masood Ahmed. Ao falar sobre a realidade brasileira, ele destacou o acesso como grande desafio. “E a grande oportunidade é quando invertemos o modelo. Em vez de aguardarmos os cidadãos nas unidades de Saúde, é como podemos levar o cuidado às pessoas. Penso que este é o foco quando vejo o trabalho que foi apresentado pelo projeto de Telessaúde e quando assisti ao alcance dos projetos de telessaúde sendo lançados. Achei inspiradoras as pesquisas e inovações no Brasil. E os benefícios serão alcançados quando focarmos em levar os serviços à população”, disse a nossa reportagem após sua palestra. Avanços e desafios Em relação aos avanços em Saúde Digital no SUS, o presidente da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), Antônio Carlos Onofre de Lira, destacou duas iniciativas. Uma voltada para a Atenção Básica, o e-SUS AB, e a outra voltada para o âmbito hospitalar, e o Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários (AGHU). “Atualmente em processo de renovação e atualização do software, ele é uma oferta federal para todos os municípios e estruturas públicas para melhor utilização das informações do paciente”, diz. Para Lira, existem muitas perspectivas futuras, mas é fundamental a estruturação dos padrões dos sistemas para permitir a interoperabilidade e a utilização dos prontuários eletrônicos de maneira integrada, entre outros. Presidente da Associação Brasileira de Telemedicina em Saúde (ABTms) e membro da Comissão Científica do Simpósio, Chao Lung Wen ressaltou a importância do encontro para agregar ideias. “O trabalho do Ministério da Saúde, é tentar montar uma rede e um processo estruturante para entender os diversos perfis de conhecimento. A telemedicina em saúde não é única, ela se diversifica por região e as necessidades para adequar a tecnologia a um arquétipo sociocultural. E este evento é uma iniciativa formidável neste sentido porque, em vez de olhar uma solução única, ele congrega de forma acolhedora diversas experiências para vermos de que forma um grupo pode ajudar o outro”, observou. Outro painel que mobilizou ótimos debates foi “Saúde Digital, Inovação e o Complexo Econômico-Industrial da Saúde”. Um dos coordenadores deste debate, Chao ressaltou como fantástica a participação conjunta sobre saúde digital entre Ministério da Saúde, Conass, Conasems e OPAS. “É deste processo que conseguiremos construir uma etapa até 2026 e outra muito estruturante até 2030. Sabemos que até 2030 teremos que mudar o processo de saúde ou entraremos em colapso do sistema, provocado pelo envelhecimento da população”, lembrou. Uma das correalizadoras do simpósio, a assessora técnica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Cristina Balestrin, destacou que a realização do simpósio mostrou que o caminho até a construção das soluções é um processo tão importante quanto os produtos finais ofertados ao cidadão. “Faltam adjetivos para qualificar a corrente que uniu um conjunto enorme de pessoas, movidas pelo propósito de construir a muitas mãos, de pensar, de aprimorar, de divergir respeitosamente e de superar barreiras para discutir as muitas dimensões da Saúde Digital de maneira ampla, qualificada e profunda”. CAPA 6 Setembro/Outubro 2023 | 219 Cristina Balestrin, assessora técnica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo Organizadores do simpósio comentam repercussão pós-evento. Clique nos links e ouça! Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde

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