Jornal COSEMS/SP - Ed. 220

DICA DO GESTOR A pandemia de Covid-19 foi um fator catalisador para a aceleração da saúde digital no Brasil 07 ENTREVISTA Bate-papo com a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad 03 Quando encontrar esses dois botões, interaja! Uma publicação do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo “Dr. Sebastião de Moraes” Jornal COSEMS/SP Setembro/Outubro 2023 | ED. 220 Edição especial destaca os desafios e caminhos para a transformação digital no Sistema Único de Saúde SAÚDE DIGITAL EM PAUTA

#SaudedigitalSUS EDITORIAL Em permanentes desafios, chegou a hora do SUS decolar na transformação digital. E isso não é uma missão simplista porque ela exige que nós mesmos nos transformemos junto com o SUS que queremos. O futuro digital na saúde já é realidade acelerada pela pandemia de Covid-19 em que rapidamente tivemos que reinventar o modo de entregar saúde e informação para um país continental. E não foram poucos os obstáculos vividos já que não tivemos tempo para um preparo adequado. Vivemos um tempo em que a informação foi quase sucateada como estratégia de desmonte político, favorecendo fake news e nos colocando em uma evidência bizarra que dispensa comentários póstumos. Após tempos pandêmicos, vimos emergir um SUS com necessidades de conexão, interoperabilidade, formação de pessoas e investimentos em estruturas tecnológicas. São Paulo foi palco, em outubro, de um evento sem precedentes de transformação digital em que governos, antagônicos politicamente, se uniram para uma discussão de alto nível sobre a necessidade da transformação estratégica do SUS rumo à saúde digital. Os governos federal e estadual nos brindaram com esta interessante parceria, temperada por acadêmicos e convidados internacionais que há muito tempo discutem esse futuro para o SUS. O Ministério da Saúde hoje possui uma secretaria, a SEIDIG, específica para tratar de tecnologia, informação e inovação. A secretaria estadual hoje conta com um grupo bipartite para ampliar essa discussão e alinhar as necessidades em comum. O COSEMS/SP está presente nessas discussões de forma inovadora. Há algum tempo já plantamos algumas sementinhas digitais em nossa atuação como a criação do LIS (laboratório de inovação do SUS), a incorporação do eixo temático tecnologia e inovação na Mostra do nosso congresso anual pelo 2º ano consecutivo e a realização do 1º seminário de Saúde Digital, na programação do nosso congresso de 2023. Ainda timidamente estamos participando desses espaços colaborativos. A edição desse jornal ocorre para ajudar a impulsionar mentes e corações, trazendo discussões interessantes e um panorama do que há por vir em saúde digital. Em breve, teremos portarias e normativas para esse tema. Nosso SUS cresce vertiginosamente. Acompanha novos tempos e precisa se modernizar. Não é um caminho simples e vamos semeando ideias, agregando simpatizantes e discutindo as necessidades. É uma agenda positiva de longo prazo. Convidamos todos a uma leitura provocativa. Bem-vindos ao futuro! A TRANSFORMAÇÃO DIGITAL DO SUS CLARA CARVALHO 1ª Secretária COSEMS/SP, membro do Grupo de Trabalho Bipartite de Saúde Digital e SMS de Mogi Mirim Siga nossas redes sociais no Instagram e Facebook | @cosemssp 2 Setembro/Outubro 2023 | 219

#SaudedigitalSUS ENTREVISTA Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital, do Ministério da Saúde, afirma que a transformação digital no SUS é um caminho necessário e urgente “O desafio da conectividade já foi muito maior do que é atualmente” Ana Estela Haddad Durante a realização do 1º Simpósio Internacional de Transformação Digital no SUS, realizado em outubro na capital paulista, a reportagem do Jornal do COSEMS/SP aproveitou para conversar com Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), pasta vinculada ao Ministério da Saúde. Na entrevista a seguir, Ana Estela fala da repercussão do simpósio, dos desafios da conectividade no Brasil e detalha suas as prioridades à frente da SEIDIGI. Qual o objetivo ao se falar de transformação digital para o SUS em um país de dimensões continentais e com mais de 200 milhões de pessoas? A transformação digital de sistemas de saúde é uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e tem se mostrado bem sucedida com impactos positivos na qualidade e continuidade do cuidado, para a ampliação do acesso às ações e serviços de saúde, da redução de custos para o sistema. E num país continental, diverso, desigual e com barreiras geográficas como o Brasil, é um caminho necessário e urgente. Somos aproximadamente 210 milhões de habitantes no Brasil e 70% da população depende exclusivamente do SUS, que responde por 2,8 bilhões de atendimentos por ano. Como a senhora vê o desafio da conectividade? O desafio da conectividade já foi muito maior do que é atualmente. Em 2006, quando iniciamos a experiência do Programa Telessaúde Brasil, o uso do celular ainda não era capilarizado como atualmente e mesmo a internet de banda larga era bem mais escassa. Certamente ainda temos desafios de conectividade em regiões remotas e de qualidade da conexão em muitos locais. Mas temos hoje muito mais ações e políticas públicas direcionadas a esse enfrentamento. Um exemplo é o Programa Norte Conectado, do Ministério das Comunicações, em parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP/ MCTI) que está conectando gradualmente a Região Norte do país por cabos subaquáticos de fibra ótica ao longo dos leitos dos rios, fornecendo internet de alta qualidade onde parecia impossível chegar. Como a senhora vê a questão da maturidade digital para embasamento das políticas públicas de saúde digital? Identificar e escolher indicadores para monitorar e avaliar políticas públicas é fundamental. O Ministério da Saúde está trabalhando em parceria com especialistas e entidades do campo da saúde digital, nacional e internacionalmente, no desenvolvimento do Índice Nacional de Maturidade da Saúde Digital (INMSD). Ele irá nortear o processo de transformação digital do SUS a partir de agora, quando estamos nos preparando para lançar o programa SUS Digital Brasil. Este programa terá múltiplas estratégias para fazer com que o SUS avance como um todo cada vez mais na transformação digital voltada para a melhoria das condições de saúde da população. Julia Prado/MS 3

#SaudedigitalSUS CAPA Especialistas abordam alguns desafios e caminhos para a necessária transformação digital no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) SAÚDE DIGITAL EM PAUTA A saúde digital desempenha um papel cada vez mais estruturante nos sistemas de saúde em todo o mundo. Buscando reinserir o tema na pauta dos gestores municipais em saúde, o Ministério da Saúde promoveu, de 2 a 3 de outubro, o 1º Simpósio Internacional de Transformação Digital no SUS. Realizado no Centro de Convenções Rebouças, na capital paulista, o evento promoveu discussões em seis painéis entre gestores públicos, pesquisadores e especialistas em saúde digital no país. A anfitriã do simpósio internacional foi a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/ MS), Ana Estela Haddad. O COSEMS/SP foi um dos membros da Comissão Organizadora do evento. Mais de 50 palestrantes participaram do debate e o evento também foi transmitido ao vivo pelo YouTube. Um público superior a 4 mil pessoas se inscreveram, entre participantes virtuais e presenciais – a transmissão online atingiu 10 mil visualizações por dia. O simpósio expôs ainda 245 iniciativas em Saúde Digital no SUS, enviadas por municípios e estados. A mesa oficial de abertura do simpósio contou com a presença de inúmeras autoridades como a Ministra da Saúde, Nísia Trindade; o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Eleuses Paiva; o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais (Conasems), Hissam Hamida; o presidente do COSEMS/SP, Geraldo Reple; a representante Geral da OPAS no Brasil, Socorro Gross. Na cerimônia de abertura, Nísia falou, entre outras coisas, sobre a recuperação da gestão tripartite no SUS e a importância de reconhecer e incorporar o conhecimento acadêmico nas 4 Setembro/Outubro 2023 | 219

#SaudedigitalSUS CAPA políticas públicas. “Seguiremos com certeza com mais força, mais elementos e contribuições a partir do rico debate deste primeiro simpósio. Vamos em frente com esta agenda”, disse ao final do seu discurso. Presidente do COSEMS/SP, Geraldo Reple foi um dos coordenadores do painel sobre “Sistemas de Informação em Saúde e o modelo de arquitetura de interoperabilidade da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS)”. Para ele, o simpósio foi importante por ouvir diferentes opiniões. “Recomendo que todos os gestores que não puderam participar ou assistir, assistam as palestras, que foram riquíssimas. E, para nós gestores, é importante que conheçamos essas tecnologias. Muita coisa já está disponível e nós não conhecemos”, disse. Discussões relevantes Durante o primeiro painel, “A transformação digital na Saúde: diálogos e perspectivas”, o presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e ex-presidente do COSEMS/SP, Arthur Chioro, comentou ser impossível pensar um sistema nacional de saúde público, universal, integral e equânime, sem que seja possível dar passos largos e consistentes do ponto de vista da transformação digital. “A proposição de criação da SEIDIGI surgiu como uma proposta de consenso entre nós, que atuamos na área da saúde no governo de transição, mas com toda a dinâmica da composição do novo governo. A transformação digital depende fortemente da parceria com os estados, governos municipais, com os serviços, com as universidades, com as instituições públicas, com o mercado”, observou. Participante do processo de transição do governo federal e peça fundamental para a criação da SEIDIGI, Adriano Massuda, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), coordenou a conferência de abertura do simpósio sobre transformação digital de sistemas de saúde. “É muito importante ver a troca de informações com outros países que possuem experiências mais avançadas, porém, complexidades bastante distintas do sistema de saúde brasileiro neste primeiro simpósio de transformação digital. Isto serve para formularmos um plano de longo Getty Images Walterson Rosa/MS 5 Assista aos debates ocorridos durante o simpósio internacional. Registro da abertura do 1º Simpósio Internacional de Transformação Digital no SUS com a presença da ministra da saúde, Nísia Trindade

#SaudedigitalSUS prazo que dê um eixo estruturante para um melhor uso de informação e fomento da saúde digital do sistema de saúde brasileiro”, analisou Massuda. Um dos palestrantes internacionais do evento foi o diretor de informações digitais e diretor médico adjunto do National Health Service (NHS), Masood Ahmed. Ao falar sobre a realidade brasileira, ele destacou o acesso como grande desafio. “E a grande oportunidade é quando invertemos o modelo. Em vez de aguardarmos os cidadãos nas unidades de Saúde, é como podemos levar o cuidado às pessoas. Penso que este é o foco quando vejo o trabalho que foi apresentado pelo projeto de Telessaúde e quando assisti ao alcance dos projetos de telessaúde sendo lançados. Achei inspiradoras as pesquisas e inovações no Brasil. E os benefícios serão alcançados quando focarmos em levar os serviços à população”, disse a nossa reportagem após sua palestra. Avanços e desafios Em relação aos avanços em Saúde Digital no SUS, o presidente da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), Antônio Carlos Onofre de Lira, destacou duas iniciativas. Uma voltada para a Atenção Básica, o e-SUS AB, e a outra voltada para o âmbito hospitalar, e o Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários (AGHU). “Atualmente em processo de renovação e atualização do software, ele é uma oferta federal para todos os municípios e estruturas públicas para melhor utilização das informações do paciente”, diz. Para Lira, existem muitas perspectivas futuras, mas é fundamental a estruturação dos padrões dos sistemas para permitir a interoperabilidade e a utilização dos prontuários eletrônicos de maneira integrada, entre outros. Presidente da Associação Brasileira de Telemedicina em Saúde (ABTms) e membro da Comissão Científica do Simpósio, Chao Lung Wen ressaltou a importância do encontro para agregar ideias. “O trabalho do Ministério da Saúde, é tentar montar uma rede e um processo estruturante para entender os diversos perfis de conhecimento. A telemedicina em saúde não é única, ela se diversifica por região e as necessidades para adequar a tecnologia a um arquétipo sociocultural. E este evento é uma iniciativa formidável neste sentido porque, em vez de olhar uma solução única, ele congrega de forma acolhedora diversas experiências para vermos de que forma um grupo pode ajudar o outro”, observou. Outro painel que mobilizou ótimos debates foi “Saúde Digital, Inovação e o Complexo Econômico-Industrial da Saúde”. Um dos coordenadores deste debate, Chao ressaltou como fantástica a participação conjunta sobre saúde digital entre Ministério da Saúde, Conass, Conasems e OPAS. “É deste processo que conseguiremos construir uma etapa até 2026 e outra muito estruturante até 2030. Sabemos que até 2030 teremos que mudar o processo de saúde ou entraremos em colapso do sistema, provocado pelo envelhecimento da população”, lembrou. Uma das correalizadoras do simpósio, a assessora técnica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Cristina Balestrin, destacou que a realização do simpósio mostrou que o caminho até a construção das soluções é um processo tão importante quanto os produtos finais ofertados ao cidadão. “Faltam adjetivos para qualificar a corrente que uniu um conjunto enorme de pessoas, movidas pelo propósito de construir a muitas mãos, de pensar, de aprimorar, de divergir respeitosamente e de superar barreiras para discutir as muitas dimensões da Saúde Digital de maneira ampla, qualificada e profunda”. CAPA 6 Setembro/Outubro 2023 | 219 Cristina Balestrin, assessora técnica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo Organizadores do simpósio comentam repercussão pós-evento. Clique nos links e ouça! Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde

#SaudedigitalSUS #dicadogestor A era digital já chegou para o SUS cluindo a aprendizagem automática, e a robótica. Para o COSEMS/SP, debater a saúde digital é um tema importante. Nos últimos dois anos, o eixo “Tecnologia e Inovação” foi incorporado na Mostra Exitosa de Experiências Municipais do Estado de São Paulo, que integra a programação do nosso congresso. Sobre saúde digital, produzimos também duas revistas especiais, incluindo dezenas de iniciativas de municípios paulistas sobre o tema. Ações em saúde digital já existem em nível nacional e estadual. Em nível nacional, temos a Estratégia de Saúde Digital para o Brasil 2020-2028 (ESD28), que apresenta a perspectiva de ações voltadas para a área nos próximos oito anos. O documento busca nortear e alinhar as diversas atividades e projetos públicos e privados, potencializando o poder de transformação da saúde digital no Brasil. Dentro da ESD28, o aplicativo “Conecte SUS”, em que os cidadãos podem saber sua trajetória no SUS (como atendimentos e exames) e os profissionais e gestores de saúde têm informações que auxiliam na melhoria do atendimento e apoiam na tomada de decisões. O app atingiu mais de 50 milhões de downloads e está cada vez mais potente, integrando informações. Quem também vem direcionando forças para um plano diretor estadual em saúde digital é o governo de São Paulo. Um passo importante foi a criação, em maio, do Grupo Técnico Bipartite de Saúde Digital, formado por membros da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e do COSEMS/SP. O texto deste Dica do Gestor traz abaixo alguns documentos orientadores que são obrigatórios para a organização dos planos de ação e que permitirão o escalonamento sustentável da saúde digital no Sistema Único de Saúde (SUS). Em breve, teremos um plano nacional sobre este tema, com regras de financiamento e novas portarias. Divulgaremos tudo no site do COSEMS/SP. A era digital já chegou para o SUS e os desafios não são poucos. Da infraestrutura à literacia digital, teremos uma agenda positiva, desafiadora e rumo a um futuro mais conectado, acessível e com mais saúde para todos! A pandemia de Covid-19 foi um fator catalisador para a aceleração da saúde digital no Brasil? Podemos afirmar que sim! O desmonte político dos sistemas de informações, a não integração dos dados de saúde e a falta de estrutura equitativa para a era digital fizeram da saúde digital, antes um sonho, uma necessidade. Por isso, um dos primeiros atos do atual governo federal foi criar a Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI) do Ministério da Saúde. O termo saúde digital é definido como o campo de conhecimento e prática associado ao desenvolvimento e utilização de tecnologias digitais para melhorar o sistema de saúde. “A saúde digital expande o conceito de e-Saúde para incluir consumidores digitais, com uma gama mais ampla de dispositivos inteligentes e conectados”, define a Organização Mundial de Saúde (OMS). Ele abrange ainda outras utilizações de tecnologias digitais para a saúde como a Internet das Coisas, a computação avançada, a análise de grandes volumes de dados, a inteligência artificial, inClaudia Meirelles é assessora técnica e de comunicação do COSEMS/SP ACESSE OS DOCUMENTOS E AMPLIE SEU REPERTÓRIO SOBRE SAÚDE DIGITAL Estratégia de Saúde Digital para o Brasil 2020-2028 Programa Conecte SUS Laboratório de Inovação do SUS do COSEMS/SP

#SaudedigitalSUS INICIATIVAS INICIATIVA EM SAÚDE DIGITAL DE GUARAREMA BENEFICIA PACIENTES INFANTIS A mostra de experiências do 1º Simpósio Internacional de Transformação Digital no SUS expôs 245 iniciativas em sete áreas da Saúde Digital no SUS para o público. As experiências, que deram início a uma rede inclusiva e colaborativa de projetos de transformação digital em desenvolvimento no SUS, foram enviadas por municípios de 19 estados. Entre as cidades paulistas que enviaram iniciativas à mostra, estão São Paulo, Americana, Araçatuba, Bragança, Barretos, Capão Redondo, Guararema, Jardim Vera Cruz, Ribeirão Preto, Santa Bárbara do D’Oeste, Santana de Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Santos e Tarumã Um dos destaques da mostra do simpósio foi o estudo “Saúde Digital: automatização no monitoramento de crianças no município de Guararema”, que recebeu o Prêmio David Capistrano durante o congresso do COSEMS/SP, deste ano. Em 2022, buscando melhorar o monitoramento da saúde infantil e reduzir o risco de reincidências de agravamento e mortalidade infantil, o Setor de Saúde Digital da Secretaria de Saúde de Guararema automatizou os dados do sistema de prontuário eletrônico do cidadão (PEC). Assim, o que antes era preenchido manualmente passou a ser integrado e processado digitalmente. Como essa tecnologia em saúde digital funciona? Resumidamente, um robô acessa o PEC das UBS da cidade e consulta o número do prontuário, a unidade de referência e o último atendimento nesta unidade de todas as crianças que passaram pelo pronto-socorro da Santa Casa, integrando os dados enviados anteriormente por e-mail. A informação é disponibilizada diariamente aos enfermeiros da Saúde da Criança nas UBS. A iniciativa estabeleceu formas de comunicação mais efetivas e facilitou o acompanhamento na saúde infantil, reduzindo o risco de reincidências, agravamento e mortalidade infantil. Conheça todas as iniciativas paulistas no eixo “Tecnologia e Inovação” que foram apresentadas na 19ª Mostra de Experiências Exitosas dos Municípios Paulistas do Congresso do COSEMS/SP deste ano. 8 Setembro/Outubro 2023 | 219 CONSELHO DE SECRETÁRIOS MUNICIPAIS DE SAÚDE DO ESTADO DE SÃO PAULO “DR. SEBASTIÃO DE MORAES” Av. Angélica, 2466, 17º andar - Consolação São Paulo - SP - CEP 01228-200 DIRETORIA DO COSEMS/SP (2021/2023) Presidente: Geraldo Reple Sobrinho – SMS de São Bernardo do Campo 1ª Vice-presidente: Carmem Guariente – SMS de Araçatuba 2ª Vice-presidente: Adriana Martins – SMS de Guararema 1ª Secretária: Clara Carvalho – SMS de Mogi Mirim 2ª Secretária: Elaine Xavier – SMS de Lucianópolis 1º Tesoureiro: Tiago Texera - SMS Jundiaí 2ª Tesoureira: Maristela Siqueira Santos - SMS Guaratinguetá Diretora de Comunicação: Rosana Gravena – SMS de Jacareí Vogais Ana Paula de Oliveira - SMS Santo Antônio da Alegria Celia Cristina Bortoletto - SMS Mauá Claudia Ferreira – SMS de Jaci Danilo Oliveira – SMS de Americana Eliana Honain – SMS de Araraquara Lucimeire Rocha - SMS Santa Bárbara d’Oeste Marco Antônio da Silva – SMS de João Ramalho Marli Rodrigues Raymundo – SMS de Araçoiaba da Serra Michelle Luís Santos – SMS de São Vicente Paula Siriani Terçariol - SMS Valparaíso Ricardo Conti - SMS Lençóis Paulista Roberta Meneghetti - SMS Cravinhos Silvio Garcia – SMS de São José da Bela Vista Tiago de Castro – SMS de Promissão Conselho Fiscal Wander Roberto Boneli - SMS de Descalvado Adriano Catapreta Lugon Ribeiro - SMS de Santos Denise Godoy Peres – SMS de Rancharia Assessoria Técnica Brigina Kemp, Claudia Meirelles, Cleide Campos, Dirce Cruz Marques, Elaine Giannotti, Lídia Silveira, Marcia Tubone, Maria Ermínia Ciliberti, Mariana Alves Melo Aparecida Linhares Pimenta Assessoria de Comunicação Bruno Quiqueto Claudia Meirelles Rodrigo Tomba E-mail: comunicacao@cosemssp.org.br Projeto Gráfico e Editoração Eletrônica RS Press Edição e reportagem RS Heath e COSEMS/SP Revisão Madson de Moraes Foto de capa Getty Images

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