ABHH em Revista #02/2020
02 / 2020 A B H H e m R e v i s t a 23 Seu foco está nos medicamentos hema- tológicos e onco-hematológicos, e existem algumas linhas principais de trabalho — entre elas, o olhar para medicamentos an- tigos, como os quimioterápicos convencio- nais, cuja produção muitas vezes encontra dificuldades ou é descontinuada por falta de interesse das farmacêuticas. “Alguns medicamentos tiveram problema na continuidade de produção e nós trabalha- mos com a indústria e a Anvisa para tentar normalizar sua produção e fornecimento no mercado nacional. Temos a preocupação não só com os medicamentos novos, mas também com os antigos, porém fundamentais, para o tratamento das doenças hematológicas”, explica o coordenador do Comitê de Acesso a Medicamentos, Dr. Angelo Maiolino. Para os medicamentos mais novos, a ABHH possui duas linhas de atuação. Uma delas tem como objetivo a incorporação de medicamentos no sistema público de saúde, atualmente por meio da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). O mais recente caso de sucesso da ABHH em conjunto com a Conitec foi a incorpo- ração do bortezomibe para o tratamento do mieloma múltiplo, que já tinha registro pela Agência há mais de uma década, mas ainda não havia sido incorporado ao Sistema Único de Saúde. “Trabalhamos nos dossiês técnico-científico e fármaco-econômico, submetemos o medicamento à Conitec, fize- mos a defesa oral na plenária da Comissão e obtivemos êxito em todas as solicitações”, comemora o Dr. Maiolino. Em relação ao sistema privado, cuja regu- lação é feita pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, os medicamentos orais, qui- mioterápicos e antineoplásicos não têm uma incorporação imediata. Primeiramente, eles entram no rol da ANS para ter uma diretriz de utilização e depois podem ser utilizados dentro do sistema privado e planos de saúde. O rol considera o mínimo que um plano de saúde deve fornecer a seus segurados, porém, caso o medicamento ainda não esteja incorporado, mas somente registrado na Anvisa, frequentemente existe uma negativa de sua utilização, restando ao paciente a judi- cialização do processo. “No último ciclo do rol, que se encerrará em março de 2021, a ABHH submeteu vários medicamentos e tivemos sucesso quase com- pleto de nossas solicitações: lenalidomida e ixazomibe para mieloma múltiplo; ibrutinibe para leucemia linfoide crônica; nilotinibe para leucemia mieloide crônica; venetoclax para leucemia mieloide aguda”, cita o coorde- nador do Comitê de Acesso a Medicamentos. Após a recomendação, será aberta a consulta pública em até 15 dias, mas Dr. Maiolino explica que, com a recomendação, a incorporação passa a ser quase certa para esses medicamentos onco-hematológicos no setor privado. A importância do Comitê O atual foco do Comitê de Acesso a Medicamentos da ABHH é tornar os sistemas público e privado mais equilibrados. A inten- ção é trabalhar com os Comitês Científicos da entidade para estabelecer prioridades para as solicitações a serem feitas à Conitec, pois existe uma grande diferença entre os medica- mentos disponibilizados nos sistemas público e privado no Brasil para doenças hematológi- cas e onco-hematológicas. “Pela credibilidade da ABHH com ANS, Conitec e Anvisa, acreditamos que esse traba- lho será bastante exitoso e profícuo. Conse- guiremos, para o bem dos nossos pacientes, a incorporação desses medicamentos de funda- mental importância”, finaliza o Dr. Maiolino. E sobre a aprovação de vacinas, um tema de grande relevância no atual cenário de pandemia? Confira a matéria especial que disponibilizamos no site da ABHH. Clique aqui para ler! Clique aqui e entenda as fases para incorporação de ummedicamento às redes pública e privada
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy NTMyMjc=