07 / 2023 ABHH em Revista 17 agentes envolvidos na atenção hematológica (pacientes, colegas de especialidade e os gestores do sistema) com um país com características sociais, geográficas e econômicas tão diversas. Esse olhar regional, que dentro do Programa se chamou de geoequidade, o objetivo foi espalhar a ABHH em todo o Brasil como apoio fundamental nas metas e objetivos que o projeto pioneiro da associação pretende executar. “Temos 15 membros que compõem nosso Comitê de Equidade e cada um tem a missão de mobilizar o olhar de seus colegas (hematologistas e de outras especialidades) para que o programa se concretize. A ABHH também tem disponibilizado sua estrutura para realizar eventos regionais, como foi o caso da Jornada Científica - Boas Práticas no manejo da Leucemia Aguda, realizada em março na cidade de Natal, além de outras iniciativas que podem ser propostas por esses grupos regionais. O fato de termos um olhar local, por região e, consequentemente nos Estados, nos possibilita realizar um mapeamento mais preciso das especificidades de cada local”, afirma Marques Jr. Grupos regionais: apoio fundamental Na escolha dos representantes regionais para compor o Comitê de Equidade, é importante dizer que cada grupo regional conta com pelo menos um membro do Conselho Deliberativo da ABHH – os outros dois integrantes foram convidados. Na Região Norte, o grupo de trabalho do Comitê de Equidade é formado pelos hematologistas Thiago Carneiro (Pará), Maria do Perpétuo Carvalho (Amazonas) e Rafaela Vasques (Macapá). Coordenador do grupo na região, o Dr. Thiago entende que a visão regionalizada é essencial, uma vez que a hematologia e os profissionais da especialidade são heterogêneos com necessidades muito diferentes. “Um princípio básico do programa é que devemos respeitar essas diferenças e criar intervenções que as contemplem. E o trabalho dos representantes regionais será capilarizar as boas ideias e ações que podem ser geradas nos estados dentro do programa. Será uma construção a várias mãos e todos vão contribuir para que isso aconteça”, diz. Na Região Nordeste, o programa é representado pelos hematologistas Edvan Crusoé (Bahia), James Farley (Rio Grande do Norte) e Lorena Costa (Recife). Coordenador desse grupo regional, o Dr. Edvan avalia que essa visão mais territorializada proposta pelo Programa de Equidade ABHH auxiliará no desenvolvimento de políticas públicas locais que sejam benéficas para os pacientes e profissionais de saúde, sem deixar de considerar os determinantes sociais e de saúde das localidades. “O programa permitirá conhecer não só os aspectos da população de pacientes, mas também dos prestadores de assistência na área de hematologia e poderá ajudar nas deficiências”, observa. “Nosso trabalho será 1. Propagar que políticas públicas de saúde sejam desenvolvidas levando em consideração os Determinantes Sociais de Saúde (DSS). 2. Propagar a garantia de diagnósticos precisos e específicos. 3. Disseminar o acesso igualitário a medicamentos essenciais e novas tecnologias entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e a Saúde Suplementar. 4. Motivar a manutenção dos programas em vigência (coagulopatias, hemofilia e doenças raras) e estimular a implantação de novos programas específicos para pacientes com doenças hematológicas. 5. Disseminar a segurança transfusional, independentemente do sistema de saúde no qual está inserida. 6. Fomentar a parceria com entidades de pacientes, ONGs, órgãos governamentais, sociedades organizadas e instituições de saúde para orientar e conscientizar pacientes sobre suas doenças, seus direitos, cuidados e o acesso aos tratamentos de qualidade no seu local de domicílio (geoequidade). 7. Propagar a prática de estratégias para criar diversidade, equidade, inclusão e acesso em estudos clínicos. CONHEÇA AS METAS DO PROGRAMA DE EQUIDADE ABHH
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