ABHH em Revista #11/2024

11 / 2024 ABHH em Revista 23 (coordenadora de Transplante de Medula do Hospital Ophir Loyola, referência em oncologia no estado) e à enfermeira Rosana Moreira, que atua no hospital. O Dr. João Carlos Pina Saraiva, ex-presidente da antiga SBHH e atual diretor do Instituto de Hematologia e Hemoterapia de Belém (IHEBE), marcou presença no Fórum. Pela manhã, na abertura do evento, o presidente da ABHH, Dr. Angelo Maiolino, relembrou que a jornada de equidade, agora na missão da associação, começou em 2018 com a criação do Comitê de Acesso. “É uma satisfação enorme estar em Belém, de olho na realidade da região Norte. Esse tipo de fórum, adicionalmente às visitas que fizemos nos serviços locais, é uma oportunidade de olhar de perto para a excelência da Medicina daqui e também para as dificuldades específicas que são enfrentadas”, afirmou Maiolino. No primeiro painel do evento, o coordenador-geral da recém-criada Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC), Fernando Maia (que pediu exoneração do cargo em abril), falou sobre a importância da integração entre especialistas e gestores. “O protagonismo da ABHH em promover ambientes de debate sobre o tema do acesso é extremamente relevante para que todos os envolvidos se mobilizem em prol de melhorias para o paciente. O desafio de construir essa política é atender ao maior número de demandas reprimidas sem onerar o sistema público”, falou. Em sua palestra, a Dra. Sandra Gioia, coordenadora do Programa de Navegação de Pacientes da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro desde 2017, falou com o público sobre este programa e de como ele pode ajudar na eficiência da jornada do paciente oncológico. “Os programas de navegação de pacientes, com a inclusão do navegador nas equipes de saúde, trazem inúmeros benefícios. Os navegadores avaliam e compreendem as necessidades físicas, emocionais, informativas e logísticas da paciente”, afirmou Sandra durante o Fórum da ABHH. A navegação de pacientes oncológicos é uma metodologia que diz respeito à jornada do paciente e que envolve tanto o relacionamento entre profissionais da saúde e pacientes quanto a integração processual dos hospitais e clínicas de atendimento. O assunto teve a mediação da CEO da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), Catherine Moura. “Redução de inequidade e acesso são dois temas bastante complexos. Muitas vezes, nós temos a impressão de que esta é uma missão apenas do poder público e dos gestores, mas, na verdade, essa iniciativa de reunião de diversos atores, e mesmo em atividades individuais enquanto cidadãos, demonstra que todos somos corresponsáveis por essa busca”, opinou Catherine durante o debate. Ainda na parte da manhã, o coordenador do Comitê de Equidade da ABHH, Dr. Renato Cunha, explicou as iniciativas da ABHH e lançou uma pesquisa para nortear as ações nos próximos anos. Desenhando propostas práticas No segundo bloco do encontro, realizado à tarde, o Fórum da ABHH abriu espaço para debates focados na construção de propostas práticas para trazer pontos de vistas, experiências práticas e desafios para elaborar propostas e tentar tirá-las do papel. Sobre o cuidado multidisciplinar ao paciente, participaram da mesa Ivison Carvalho, representando a Secretaria Municipal de Saúde de Belém; a coordenadora de Enfermagem de Transplante de Medula Óssea do Hospital Ophir Loyola, Rosana Moreira, e do Dr. James Maciel, membro do Comitê de Equidade da ABHH. Getty Images

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