ABHH em Revista #12/2024

maior a chance de um prognóstico mais positivo para os pacientes. No entanto, no Brasil, o CAR-T ainda é utilizado apenas em ensaios clínicos ou após o uso das duas linhas de tratamento. A Dra. Danielle, pesquisadora clínica em onco- -hematologia no Hospital Beneficência Portuguesa em São Paulo, comenta que a possibilidade de fazer o tratamento com CAR-T é significativa no tratamento do mieloma recaído ou refratário, inclusive conseguindo manter a doença controlada profundamente, com DRM negativa por mais tempo. “É o que chamamos de DRM sustentada, o que é importante para o prognóstico. Por isso, a aprovação de tecnologias CAR-T é necessária porque cada vez mais os pacientes têm usado as classes de terapias disponíveis e têm ficado com poucas opções de medicamentos efetivos já na segunda linha de tratamento”, esclarece. Além disso, a redução de toxicidade, isto é, as reações tóxicas decorrentes do uso de determinadas medicações, é um aspecto importante no uso do CAR-T. Maiolino conta que, no Brasil, a Anvisa aprovou um CAR-T para mieloma, o Ciltacabtageno autoleucel, e recentemente aprovou o Ciltacabtagene autoleucel para pacientes com mieloma expostos a inibidor de proteassoma, a imunomodulador e ao anticorpo CD38 — esta última indicação, exposto ao Bortezomibe e refratário à Lenalidomida. “Diante desse cenário de novas perspectivas terapêuticas, as aprovações da FDA podem ter impacto aqui e, evidentemente, temos os vários aspectos regulatórios e de incorporação de medicamentos. Mas atuamos para a celeridade desses processos.” Na visão dos especialistas, esta perspectiva é de otimismo em relação às novas tecnologias como o CAR-T. De acordo com o Dr. Crusoé, a terapia tem impacto no monitoramento do mieloma e, a partir disso, é possível verificar quais pacientes se beneficiarão mais: “O que buscamos agora é ter respostas mais profundas, uma vez que isso irá se traduzir cada vez mais numa sobrevida melhor para os pacientes, em especial, os que têm a doença mais agressiva e em fases mais precoces”, conclui. Improved overall survival of transplant eligible newly diagnosed multiple myeloma patients in a Chilean public center. How did we achieve it? Real-Life Experience with Pomalidomide plus Dexamethasone in Patients with Multiple Myeloma: A Single Center Retrospective Study A very rare relaps type in Multiple Myeloma: leptomengeal and cranial involvement A Case of Multiple Myeloma with Atypical Cutaneous Presentation Treated by Daratumumab + CYBORG Conteúdos recentes sobre mieloma na Hematology, Transfusion and Cell Therapy (HTCT) ABHH em Revista 12 / 2024 14 debate ABHH

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