Na ocasião, o presidente da SBHH era o Dr. Carlos Chiattone, que viria a se tornar o primeiro presidente da recém-criada ABHH. Ele lembra que aquela decisão representou a vontade de todos os hematologistas e hemoterapeutas, além de destacar os benefícios científicos, sociais e culturais da fusão. “A sensação é de dever cumprido e de extrema realização profissional. Este é, sem dúvida, o momento mais importante da SBHH. Se vamos deixar alguma marca, indiscutivelmente, será a concretização da fusão das duas entidades”, afirmou o Dr. Chiattone à edição da HEMO em Revista, publicação da ABHH na época. Um dia antes, o CBH também se reuniu em assembleia em que a votação também a favor da criação da ABHH também foi unânime. Além do presidente do Colégio, Dr. José Orlando Bordin (que se tornaria vice- -presidente da Associação na primeira gestão), participaram membros da diretoria e alguns dos sócio-fundadores da entidade que deliberaram a favor da unificação. “A SBHH e o CBH sempre tiveram como interesse e objetivo máximo o profissional e o paciente”, declarou Bordin também na época da fusão. O desejo de união das entidades era antigo, como registrou o Prof. Dr. Roberto Passetto Falcão na Assembleia da SBHH. Ele fez referência ao ano de 1999, momento em que ele e o então diretor administrativo da SBHH, Dr. Dante Langhi Jr., questionaram o porquê de não se unirem. Segundo o que Passetto disse, e que ficou registrado na época, foi um longo período de gestação do processo de fusão até as entidades passarem a fazer congressos juntos, o que desencadeou um crescimento excepcional no número de participantes nos eventos. Diretor de Comunicação da Sociedade, o Dr. João Carlos Pina Saraiva ressaltou na reportagem da HEMO em Revista que a fusão nada mais era que o desejo de todos os hematologistas e hemoterapeutas do Brasil. “Hoje as expectativas se modificaram e os desafios são maiores. As especialidades necessitam de uma maior atuação corporativa, acadêmica e de uma instituição forte. A ABHH vai responder a estas expectativas”, afirmou na época. O então diretor científico da SBHH, Dr. Carmino Antônio de Souza, destacou que a fusão foi a decisão mais do que acertada. “É histórica para a hematologia e hemoterapia brasileira”, disse em matéria publicada naquela época. Fusão foi fundamental O ano de 2009 marcou o início oficial das atividades da ABHH. Por meio de sorteio, a SBHH ficou responsável pela gestão do primeiro período até junho de 2009 e o CBH, pelo segundo período até a posse. Em novembro, durante uma reunião entre as duas entidades no HEMO 2008, em São Paulo, ficou definida a composição da primeira Diretoria Executiva da ABHH, e o primeiro presidente escolhido foi o Dr. Carlos Chiattone, que classifica a fusão como algo inédito. “Aquela fusão foi um fato inédito. E, como todos vocês sabem, o resultado foi altamente positivo, com a construção de uma associação forte. Muitos foram os desafios. Evidentemente, nós tínhamos duas sociedades com pessoas com pleitos diferentes. O mais importante ABHH em Revista 13 / 2024 14 capa Registro da abertura do HEMO 2009 quando o Dr. Carmino Antônio de Souza foi empossado como primeiro presidente eleito da ABHH
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