Comunicação/ABHH 13 / 2024 ABHH em Revista 29 Conheça a trajetória profissional da hematologista e professora Silvia Maria Meira Magalhães,, presidente do HEMO 2024 Por Verônica Monteiro C ontar a trajetória de Silvia Maria Meira Magalhães, médica nordestina nascida em Fortaleza, no Ceará, passa pelo avanço da mulher na história da hematologia no País. Aos 66 anos de idade, sendo 41 deles no exercício da medicina e professora universitária há 35 anos, Silvia foi uma das primeiras mulheres diretoras da ABHH, se tornou a 13ª professora titular na história da hematologia brasileira, a primeira co-chair mulher de uma edição do Highlights da American Society of Hematology (ASH) e a segunda mulher a presidir o Congresso Brasileiro de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, o HEMO). Como se diz no Nordeste, êta carreira porreta! Dos quatro irmãos, Silvia foi a única que seguiu os passos do pai, Gerardo Assunção Magalhães, que também era médico e professor universitário. Silvia teve o prazer e a forte lembrança de ter sido sua aluna na Universidade Federal do Ceará (UFC). Mas ela conta que a escolha pela medicina não foi exatamente por influência do pai. “Sempre me pareceu uma decisão inteiramente pessoal e irrevogável, apesar de seus constantes alertas com relação às exigências e agruras da profissão”, afirma. Aliás, foi nos corredores da Universidade Federal do Ceará que ela construiu uma relação afetiva e profissional: além da graduação em medicina, ela fez seu mestrado em Hematologia e se tornou Professora Titular de Hematologia. O doutorado em Clínica Médica ela concluiu na Universidade Estadual de Campinas. Vivendo em uma época em que as crianças podiam brincar mais livremente pelas ruas sem perigo, Silvia conta que viveu uma infância e adolescência tranquilas. Entre brincadeiras e passeios de bicicleta, ela dividia seu tempo também entre jogos de vôlei (esporte em que competiu por alguns anos) e o estudo de francês e do piano. “Comecei esses estudos aos oito anos, aos 20 era fluente e tocava muito bem. São doces lembranças da juventude”, relembra a médica. A escolha pela hematologia O Dr. Gerardo e Dona Yara, seus pais, ficaram cheios de orgulho quando ela passou em oitavo lugar no vestibular de medicina, em 1977, aos 19 anos. O apoio da mãe foi essencial para ela iniciar a graduação e seguir a carreira médica. “Ela foi sempre um porto seguro para a família, muito espiritualizada, tranquila, carinhosa e presente em todos os momentos. Hoje ela está prestes a completar seus 90 anos, totalmente lúcida e ativa”, conta. É do seu pai, já falecido, que ela recebeu o bastão médico. “Antes do meu pai falecer, ele confiou o legado da medicina na família a mim dizendo: filha, agora é com você”, lembra. Registro da participação da Dra. Silvia durante o HEMO 2013 Comunicação/ABHH
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