ABHH em Revista #14/2025

A inteligência artificial (IA) tem emergido como uma aliada poderosa na medicina, abrindo novos horizontes especialmente em áreas complexas como a hematologia e a hemoterapia. Com a capacidade de processar grandes volumes de dados e revelar padrões invisíveis ao olhar humano, a IA promete transformar não apenas a forma de diagnosticar, mas de pensar a prática clínica. Estudos apontam para um futuro promissor em que algoritmos baseados em inteligência artificial irão acelerar a tomada de decisões diagnósticas e apoiar ensaios clínicos. Ao mesmo tempo, destacam a necessidade de um debate ético sobre os limites e responsabilidades no uso dessas tecnologias, afinal, inovar também é garantir que o progresso caminhe lado a lado com a equidade e a integridade científica. No estudo “A Review of Artificial Intelligence Applications in Hematology Management: Current Practices and Future Prospects”, publicado no Journal of Medical Internet Research, os pesquisadores afirmaram que a literatura atual sugere que a aplicação da IA na área de hematologia gerou resultados impressionantes nas etapas de triagem, diagnóstico e tratamento. Já os pesquisadores do artigo “Artificial Intelligence in Hematological Diagnostics: Game Changer or Gadget?”, publicado na revista Computers in Biology and Medicine, ressaltaram que o futuro do diagnóstico clínico e do tratamento de doenças hematológicas envolverá, inevitavelmente, a integração de sistemas baseados em IA na prática de rotina para apoiar a tomada de decisão. Em cânceres hematológicos que exigem diagnósticos precisos, como o caso da leucemia mieloide aguda (LMA), o uso da IA se mostra promissor na identificação, classificação e prognóstico, ao possibilitar maior personalização do tratamento, de acordo com o artigo “Utilização de inteligência artificial para identificar biomarcadores com intuito de otimizar o tratamento de paciente com 14 / 2025 ABHH em Revista 11

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