ABHH em Revista #15/2025

Mais do que uma subespecialidade da hematologia, o TMO ocupa um espaço singular. É o ponto de encontro entre a inovação científica e o cuidado próximo ao paciente, oferecendo tratamentos avançados e esperança para quem enfrenta doenças hematológicas graves. Por isso, o interesse de jovens médicos vem crescendo. Até hoje, a ABHH já certificou 187 especialistas em transplante por meio do exame nacional realizado anualmente, em parceria com a Associação Médica Brasileira (AMB). Para prestar a prova da ABHH, é necessário ter o Título de Especialista em Hematologia e Hemoterapia e concluir a residência em TMO em serviço credenciado. Também são aceitos candidatos que tenham cumprido um ano de treinamento teórico-prático em programas reconhecidos pela ABHH ou que comprovem ao menos dois anos de atuação em transplante. Foi o caminho seguido pelo Dr. James Maciel, um dos aprovados neste ano. Natural de Natal (RN), com mais de uma década dedicada à hematologia clínica, ele encarou o desafio de retomar os transplantes realizados em seu estado, se aproximando de uma área que permite acompanhar todas as etapas do cuidado, do diagnóstico ao pós-transplante. Desde 2018, o hematologista atua no setor de TMO do Hospital Rio Grande. Como não havia residência específica em sua época, ele encontrou na certificação uma forma de validar sua experiência. ‘Temos uma rotina intensa de discussões clínicas e científicas e um grande volume de pacientes. Isso me ajudou a consolidar o conhecimento necessário para a prova. Obter o título foi uma validação de todo o esforço para me capacitar e atender melhor meus pacientes’, destaca o Dr. James, integrante do Comitê de Equidade da ABHH. Ele conta que a rotina de discussões clínicas e científicas sobre o tema e o volume considerável de pacientes no serviço em que atua o ajudou a fixar o conteúdo importante e necessário para a prova da ABHH. “Obter o título nessa área de atuação serviu como uma validação importante de que todo o esforço que empreguei para me capacitar e atender da melhor forma meus pacientes, pôde ser avaliado e chancelado”, explica o Dr. Maciel, que integra o Comitê de Equidade da ABHH. “TMO é o meu destino” A experiência pessoal também pode ser decisiva. Foi o caso da Dra. Laine Santos Fiscina Alvarenga, que concluiu residência em hematologia pela UFBA e hoje integra o Serviço de Transplante de Medula Óssea e Terapias Celulares do Hospital São Rafael, em Salvador (BA). O interesse nasceu na adolescência, quando acompanhou o pai, diagnosticado com mieloma múltiplo aos 42 anos. Durante sua graduação, ela o viu passar por um transplante autólogo de medula óssea e toda essa vivência a levou a seguir o caminho da hematologia e, depois, do TMO. Este ano, ela conquistou a certificação da ABHH. “Durante a residência, me aproximei de professores inspiradores e a certeza só aumentava: TMO é o meu destino”, ressalta. O fascínio da médica está na complexidade e no impacto do transplante. “Com a evolução das terapias celulares, o papel do transplantador se amplia ainda mais, com a responsabilidade de conduzir processos decisivos. Seguir com a formação complementar em Obter o título nessa área de atuação serviu como uma validação importante de que todo o esforço que empreguei para me capacitar e atender da melhor forma meus pacientes, pôde ser avaliado e chancelado Dr. James Maciel 15 / 2025 ABHH em Revista 13

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