ABHH em Revista #15/2025

processos. Nesse contexto, a ABHH incorporou o pilar Social a sua missão, reunindo o Comitê de Acesso, por mim conduzido, e o Comitê de Equidade, liderado pela Dra. Violette, dentro da recém-criada Diretoria de Ações Sociais. Tivemos a honra de assumir a função como primeiros diretores. Essa trajetória da criação dos comitês à consolidação do pilar Social marcou um processo de evolução institucional, amadurecimento e de reconhecimento da responsabilidade social da associação. Além disso, nossa atuação nesses processos evidenciou a diferença significativa entre a disponibilidade de tecnologias para o manejo das doenças hematológicas no sistema suplementar e o que é oferecido pelo SUS. Se formos pensar o que era a estrutura da ABHH em 2016 e a estrutura em 2025, muita coisa evoluiu dentro da associação. Temos conseguido contribuir junto à sociedade nos diversos ambientes, fomentando cada vez mais essa discussão. De nada adianta ciência sem acesso e direitos sem equidade. Como a ABHH tem atuado para reduzir essa diferença do SUS em relação à saúde suplementar? A ABHH tem assumido um papel de protagonismo nas submissões ao sistema público de saúde, atuando junto à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC), Ministério da Saúde e Comissão Intergestores Tripartite de Saúde com o objetivo de reduzir essa distância e ampliar a equidade. Conseguimos a incorporação do bortezomibe e do carfilzomibe para o tratamento do mieloma múltiplo, por exemplo. Recentemente, realizamos nova submissão para a incorporação da lenalidomida, também voltada a pacientes com mieloma múltiplo, doença em que a discrepância entre o que é oferecido pelo SUS e pela saúde suplementar é mais evidente. Embora alguns processos tenham sido menos exitosos, a ABHH mantém seu compromisso e segue envolvida nas incorporações de tecnologias para leucemias (mieloide e linfoide, agudas e crônicas) mieloide aguda, síndromes mielodisplásicas, linfoma difuso de grandes células e assim por diante. Toda essa atuação reflete o trabalho contínuo da ABHH, pautado por uma base técnica muito sólida, sempre com muita responsabilidade e compromisso com os pacientes e com a sociedade. bem as ferramentas próprias para incorporação de novas tecnologias de uma agência de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) nesse processo de submissão, que vai além dos dados clínicos e exige análise de impacto econômico, social e de custo-efetividade. Como foi essa primeira experiência no processo? Costumo dizer, em tom de brincadeira, que “tomamos uma surra”. Das cinco propostas apresentadas naquela época pela ABHH, apenas o Ibrutinibe foi incorporado ao rol da ANS, em 2018, muito em função da participação contundente dos especialistas na etapa de consulta pública, em que conseguimos uma reversão de um parecer negativo da ANS à época. Foi meia vitória da ABHH. Esse duro aprendizado mostrou a necessidade de que a ABHH se fortalecesse nessa área. Nos anos seguintes, a ABHH promoveu simpósios e treinamentos voltados ao domínio das ferramentas de avaliação de novas tecnologias com o objetivo de aprimorar a qualidade e a efetividade de suas futuras submissões tanto na rede privada quanto pública de saúde. Como resultado desse processo de maturidade nesse campo, foram criados os Comitês de Acesso a Medicamentos em 2018 e de Equidade em 2022, marcos que impactaram a estrutura organizacional da ABHH e consolidaram seu compromisso com o acesso e a equidade em saúde. Esse aperfeiçoamento trouxe quais avanços? Em 2020, a ABHH participou pela segunda vez do processo de submissão ao rol da ANS. Foram apresentadas nove propostas e todas foram aprovadas, demonstrando o quanto a associação estava mais preparada nesses A criação da Diretoria de Ações sociais foi fruto de um processo de aprendizado e amadurecimento institucional, iniciado em 2017 15 / 2025 ABHH em Revista 17

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