15 / 2025 ABHH em Revista 25 Inspiração para novos investigadores Na primeira palestra, a coordenadora do Comitê de Pesquisa Clínica da ABHH e do I Workshop, Dra. Danielle Leão, apresentou um panorama histórico mundial e nacional, mencionando estudos clássicos que salvaram vidas, como o que resultou na vacina contra a varíola, e recordando marcos como o Código de Nuremberg. Ela também abordou a evolução ética ao longo das décadas, incluindo a primeira regulação sobre práticas clínicas elaborada pela Food and Drug Administration (FDA) em 1977. Ao final, convidou os presentes a participarem da pesquisa da ABHH que busca mapear o perfil do investigador brasileiro. “Queremos criar união e senso de comunidade, alcançando o lugar que merecemos e incentivando os pesquisadores a desenvolverem novos estudos”, afirmou. Em seguida, o Dr. Eduardo Rego, editor-chefe da revista científica Hematology, Transfusion and Cell Therapy (HTCT), falou sobre o uso de medicamentos em pesquisa, explicando diferentes perspectivas sobre modelos animais e humanos. “Pesquisas em animais e em seres humanos têm aplicações complementares, mas não são mutuamente excludentes”, destacou o hematologista, que também é vice-presidente da ABHH. No debate que encerrou o primeiro bloco, moderado pela Dra. Ana Clara Kneese, coordenadora do Comitê de Hemostasia e Trombose, se discutiu a relevância de introduzir a pesquisa clínica já na graduação. “Ela modifica o ambiente de ensino e de formação do médico”, reforçou o Dr. Rego. No mesmo espaço, o Dr. Angelo Maiolino comentou sobre avanços de estudos patrocinados pela indústria e investigações conduzidas de forma independente. “Evoluímos muito na pesquisa patrocinadora”, acrescentou. Fases e metodologias No segundo bloco, o Dr. Fernando Pericole, coordenador de pesquisa clínica e do ambulatório de Gamopatias do Hemocentro da Unicamp, explicou as diferentes etapas — pré-clínica, Fase 1, Fase 2 e Fase 3 —, ressaltando a importância de cada uma e os cuidados necessários para reduzir vieses. Também apresentou os principais desenhos de estudo, como o Paralelo e o N de 1, e detalhou o conceito de Acesso Expandido. “Desenhar um estudo clínico não é fácil. A primeira etapa é criar uma pergunta científica. Quando você desenvolve um estudo, também formula uma hipótese testável. A pesquisa clínica é a forma mais importante e eficiente da medicina”, frisou. Já o Dr. Carlos Chiattone, diretor de Relações Internacionais da ABHH e membro do Comitê de Pesquisa Clínica, tratou das diferenças entre ensaios clínicos dos próximos. É sempre bom se atualizar e criar conexões”, relatou Ifé, de 33 anos. Um dos principais objetivos do encontro foi incentivar a aproximação dos presentes com a pesquisa clínica. Esse foi o caso do Dr. Ariel Gutierrez Delgadillo, residente do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (IAMSPE). Natural da Bolívia, ele soube do workshop pelas redes sociais da ABHH e contou que sua condição de residente associado — que garante benefícios como descontos em eventos — possibilitou sua participação. “O que me trouxe aqui foi a oportunidade de ter contato com a pesquisa clínica, algo que não tive na faculdade. Essas atividades são muito esclarecedoras”, comentou. O workshop foi liderado pela coordenadora do Comitê de Pesquisa Clínica da ABHH, Dra. Danielle Leão (acima). Ao lado, Ifé Odara, analista de pesquisa do A.C. Camargo, aproveitou o evento para se atualizar e criar conexões
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