ABHH em Revista 16 / 2026 42 Giro ABHH Representantes da ABHH defenderam maior participação nos processos de incorporação de tecnologias e medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS) durante a abertura do Conselho Consultivo do Instituto Nacional de Câncer (Consinca) de 2026. Realizado em ABHH defende mais voz das sociedades médicas no acesso a novas tecnologias em reunião do Consinca 19 de maio, no Ministério da Saúde, em Brasília, o encontro reuniu representantes do governo federal, sociedades de especialidades médicas, associações de pacientes e indústria para discutir estratégias de enfrentamento ao câncer no Brasil. O Dr. Angelo Maiolino, diretor de Ações Sociais, Acesso e Equidade da ABHH, destacou que entre 60% e 70% dos medicamentos e tecnologias considerados essenciais pela entidade já estão incorporados ao SUS, mas ainda há preocupação com aqueles que não estão disponíveis no sistema público. “As sociedades médicas desempenham papel fundamental nesse processo”, afirmou. Vice- -presidente da ABHH, o Dr. Jorge Vaz citou a incorporação da lenalidomida para mieloma múltiplo, reivindicação da associação desde antes da pandemia de Covid-19, como exemplo da importância da atuação conjunta entre sociedades médicas e órgãos responsáveis pelos processos de incorporação. Em fevereiro, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou a Resolução Normativa nº 661/2026, que altera o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde para regulamentar a cobertura obrigatória do momelotinibe no tratamento da mielofibrose de risco intermediário e alto em adultos com anemia. A decisão consolidou o debate técnico realizado na 2ª Reunião Técnica Extraordinária da Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde) em que a ABHH participou ativamente para a análise das evidências científicas e clínicas mesmo diante de um parecer inicialmente desfavorável antes da consulta pública. Representaram a ABHH na reunião os Drs. Renato Tavares e Glaciano Ribeiro e a Dra. Kátia Pagnano. Com a publicação da resolução, o momelotinibe passa a ter cobertura obrigatória em primeira linha para pacientes com mielofibrose de risco intermediário e alto, incluindo mielofibrose primária, mielofibrose pós-policitemia vera ou mielofibrose pós-trombocitemia essencial em adultos com anemia, representando um avanço significativo para os pacientes e para a prática hematológica baseada em evidências. Com participação da ABHH, momelotinibe passa a integrar Rol da ANS
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