ABMotéis News #69

8 ABMotéis News Mai/Jun de 2026 Comecei a trabalhar na motelaria em 1990 no escritório do Motel Faraós. Ao longo de 30 anos, passei por diferentes setores e acompanhei uma transformação que mudou completamente a forma de operar e administrar os motéis. Naquela época, dizer que trabalhava em motel quase sempre rendia alguma piada. Hoje o setor é reconhecido como parte da hospitalidade e visto como uma atividade empresarial séria e profissional. Na recepção, tudo era manual. Os pagamentos eram feitos em dinheiro ou cheque, e o cartão de crédito exigia ligação para a administradora e preenchimento de comprovantes. O controle das suítes e dos consumos também dependia de processos manuais. Os filmes exibidos nas TVs rodavam em videocassete e precisavam ser rebobinados diariamente. Com o avanço da tecnologia, a operação se modernizou. Sistemas informatizados passaram a integrar recepção, cozinha e governança, reduzindo erros e agilizando o atendimento. As maquininhas substituíram os antigos processos de autorização, os cheques desapareceram e as reservas migraram para sites e aplicativos. A comunicação também mudou. Os anúncios, antes concentrados em revistas e jornais, deram lugar ao marketing digital e às redes sociais, ampliando o alcance das campanhas e a relação com os clientes. As suítes acompanharam essa evolução. Os ambientes escuros e carregados deram espaço a projetos mais modernos, com automação, conforto e sofisticação. A governança também se profissionalizou com protocolos mais rigorosos e produtos de maior qualidade. Tenho orgulho de ter acompanhado de dentro a evolução de um setor que superou preconceitos e se reinventou. Gerenciar uma operação moteleira vai muito além de números, indicadores e processos. No setor, onde os bastidores muitas vezes são invisíveis para os clientes, existe um trabalho humano intenso acontecendo diariamente. São pessoas conciliando maternidade, problemas pessoais, cansaço físico e responsabilidades financeiras enquanto mantêm suítes impecáveis, atendimento eficiente e a operação funcionando sem interrupções. Por isso, a cultura do acolhimento deixa de ser apenas um diferencial e passa a ser uma necessidade estratégica. Equipes felizes cuidam melhor do ambiente de trabalho, produzem e atendem melhor e permanecem mais tempo na empresa. E a permanência é um dos maiores desafios da gestão. Reduzir o turnover não significa impedir mudanças, mas criar um ambiente onde as pessoas queiram permanecer enquanto fizer sentido para elas. Também aprendi que algumas pessoas cumprem seu papel, deixam sua contribuição e seguem novos caminhos. A maturidade da gestão está em compreender esses ciclos sem perder a consistência da equipe. Ao longo dos anos, percebi que colocar as pessoas certas nos lugares certos transforma completamente o clima organizacional. Quando reconhecemos os diferentes talentos e respeitamos os perfis individuais, o trabalho flui com menos desgaste e mais comprometimento. Liderar exige sensibilidade para adaptar escalas, ouvir necessidades pessoais e compreender limitações humanas sem comprometer a operação. O desafio está no equilíbrio entre flexibilidade e justiça. O que sustenta uma operação sólida é o amor e a dedicação pelo trabalho. Resultados são consequência de pessoas valorizadas, respeitadas e bem direcionadas. Trabalhei 30 anos no setor moteleiro e vi o setor se reinventar Acolher, desenvolver e liderar: esse é o caminho Resenha Ana Medeiros é coordenadora de eventos da ABMotéis Fernanda Germano Corrêa é gerente do Motel Vis a Vis, em Porto Alegre (RS) Outros conteúdos para você interagir Siga nossas redes sociais LANÇAMENTO Adquira a camiseta ABMotéis 2026, inspirada nos valores que representam o orgulho e a força da motelaria MÍDIA Criatividade dos motéis ganha destaque no portal Pequenas Empresas & Grandes Negócios PODCAST MotelCast entrevista José Carlos de Carvalho Lima, referência empresarial e nome de destaque da motelaria @abmoteis @abmoteis

RkJQdWJsaXNoZXIy MTg4NjE1MA==