Central e Pronto Socorro do Hospital Municipal), 2 Unidades de Urgência, 20 Unidades Básicas de Saúde, 1 CEREST, 1 Unidade de Especialidades, 1 Unidade de Emergência Estadual e equipamentos SUS de outros municípios. A Rede Privada, que notifica via CAT ou ficha SINAN, possui: 1 Unidade de Emergência, 4 Empresas de Saúde Ocupacional e Ambulatórios de Sindicatos. RESULTADOS Na Rede Pública, observa-se na variação positiva de 73% no número de notificações oriundas das Unidades de Urgência (Pronto Atendimento) e de 67% nas emitidas pelas Unidades Básicas de Saúde, além de aumento no número de notificações vindos da Unidade de Especialidades, em 2018. Outro dado relevante é o aumento no número total de UBSs, de 8 para 13, que passaram a notificar os agravos e ampliação de 40% para 65% na participação da rede de UBS no volume de notificações. Emcontrapartida observou-se uma queda de 21%no número de notificações advindas dos serviços de Emergência municipais e de 15% do serviço de Emergência Estadual. O CEREST e os equipamentos SUS de outros municípios também diminuíram o número de notificações, o que pode explicar, parcialmente, a variação negativa da ordem de 11% no volume total de agravos notificados. No caso do CEREST Diadema pode-se inferir isso seja reflexo do trabalho de reorientação e discussão das demandas realizados junto às Unidades, o que lhes conferiu maior autonomia no encaminhamento e resolução dos casos. Na Rede privada, verificamos um significativo aumento de 137% no número de casos notificados pela Unidade de emergência e uma variação, também positiva, de 25% para 75% no total de Empresas de Saúde Ocupacional, sediadas no município, que passaram a produzir notificações. Outro dado que merece destaque é a diminuição do número de notificações com o campo Unidade Notificadora em branco, que reflete o trabalho de investigação da equipe do Cerest, no sentido de melhorar a qualidade das informações registradas no banco RAAT. CONSIDERAÇÕES FINAIS A análise dos dados indica que na Rede Pública o impacto das ações de Matriciamento foi positivo nas unidades da Atenção Básica e de Urgência, onde houve monitoramento mais próximo, pela possibilidade de reuniões mais regulares entre a equipe do CEREST e as equipes das unidades matriciadas, pelo fortalecimento do sistema referência e contra referência e pela discussão de casos. Nas Unidades de Emergência, onde as ações de Matriciamento ocorreram em reuniões com gestores, responsáveis técnicos e orientação aos profissionais nos postos de trabalho, observamos a variação negativa dos índices, que refletem a dificuldade que essa rotina de trabalho impõe ao processos formativos, o desafio de manter agenda regular de encontros e o de encontrar um modelo de intervenção possível junto às equipes desses serviços. Outro desafio é a rotatividade dos profissionais que atuam neste tipo de serviço, o que dificulta a retenção das informações pelas equipes. Na Rede Privada, apesar dos dados positivos, permanece o desafio de aumentar o número de notificações. Os resultados revelam a potencialidade do espaço dialógico como ferramenta tática e estratégica, no sentido de melhorar quantitativa e qualitativamente a coleta de dados através das notificações. Demonstram o desafio de adaptar o Matriciamento em Saúde do Trabalhador às necessidades e peculiaridades de cada serviço e encontrar um modelo de intervenção adequado às Unidades, na oferta de subsídios para monitorar os acidentes e doenças relacionadas ao trabalho e planejar intervenções. ATENÇÃO BÁSICA 46
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