em saúde, com roda de conversa e palestra conduzidas pelo médico generalista e a pediatra, contando ainda com a participação da gerente da UBS; - Visita pela médica pediatra da UBS para avaliação das crianças na escola. Na ocasião, os pais e cuidadores foram orientados quanto ao diagnóstico, medidas de suporte e demais cuidados. As crianças avaliadas e diagnosticadas com escabiose foram medicadas e afastadas do ambiente escolar pelo período do tratamento, inclusive os seus comunicantes diretos; - Reunião intersetorial na UBS entre Educação e Saúde para melhor coordenação de ações imediatas, orientando sobre encaminhamento direto das crianças com sintomas suspeitos para avaliação, via acolhimento no dia; - Reunião com as equipes técnicas e gestoras da Vigilância Sanitária e Epidemiológica, a gerência da UBS e apoiadora da AB para planejamento coordenado de ações para controle da disseminação do surto de escabiose na escola; - Reunião na escola com representantes da UBS, Vigilância Sanitária e pais/cuidadores para reforço de orientações e esclarecimento de dúvidas e exposição das ações em vigência; - Reunião na escola com representantes da UBS, Centro de Referência de Assistência Social e pais/cuidadores, para esclarecimento de dúvidas e reforço de ofertas disponíveis no cardápio de serviços dessas instituições; Medidas epidemiológico-sanitárias: a reavaliação das medidas adotadas e percepção de dificuldades enfrentadas pelas famílias, frente à recorrência da doença, levou a novos manejos terapêuticos. A infectologista da Vigilância Epidemiológica sugeriu à UBS abordagem de tratamento alternativa, tendo em vista que em determinados casos ocorreram três ciclos de tratamento medicamentoso convencional para escabiose, sem que houvesse completa eliminação da doença. Foram ainda identificadas condições que favoreciam a disseminação da escabiose nas salas dos berçários. Intervenções no ambiente escolar: foram implementadas novas medidas de prevenção à transmissão de doenças: acondicionamento de colchonetes encapados com lençóis e empilhados no canto da sala; higienização regular de cortinas, pelúcias e tapetes de EVA; intensificação da rotina de limpeza terminal na escola; lençóis lavados na própria creche passaram a ser trocados todos os dias; determinação de lavatório exclusivo para higiene das mãos das professoras, dotados de sabão líquido, papel toalha e álcool gel; reforço de orientações quanto ao uso correto de luvas de procedimento durante trocas e demais ações rotineiras relacionadas ao manejo das crianças. RESULTADOS O movimento intersetorial coordenado provou-se significativo para o desfecho bem-sucedido do episódio, tendo em vista os casos de recorrência/falha de tratamento da doença detectadas ao longo do acompanhamento continuado dos pacientes vinculados à escola e de seus familiares. CONSIDERAÇÕES FINAIS Após a implementação coordenada das ações propostas, tanto terapêuticas quanto educativas, o surto de escabiose na escola foi controlado, sem novos casos da doença detectados desde então. A intersetorialidade foi essencial para este desfecho e absolutamente necessária para compreender de maneira integral a realidade das crianças e de seu meio familiar, além das fragilidades no ambiente escolar. Os serviços escolares que atendem populações vulneráveis, em situação de exposição a doenças, devem permanecer vigilantes, revisar seus protocolos internos de manejo e prevenção de transmissão. A Vigilância Epidemiológica deve monitorar os casos até o encerramento de surto. Referências Bibliográficas FEUERWERKER, Laura Camargo Macruz; MERHY Emerson Elias. Como temos armado e efetivado nossos estudos, que fundamentalmente investigam políticas e práticas sociais de gestão e de saúde? In: Caminhos para análise das políticas de saúde. Ruben Araujo de Mattos, Tatiana Wargas de Faria Baptista (organizadores). 1.ed. Porto Alegre: Rede UNIDA, 2015. 509 p. : il. – (Série INTERLOCUÇÕES. Práticas, experiências e pesquisas em saúde). P. 439-60 ATENÇÃO BÁSICA 60
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