REORGANIZANDO O PROCESSO DE ATENDIMENTO ANTIRRÁBICO HUMANO PARA REALIZAÇÃO DA PROFILAXIA DIANTE DO PROLONGADO PERÍODO DE ESCASSEZ DA VACINA. Autores: Camila Candido Guimarães Travassos, Tosca de Lucca Benini Tomass, Antonio Roberto Stivalli, Êrica Adriane Ribaldo Ribeiro, Evandro Alves Cardoso Instituição: Prefeitura Municipal de Hortolândia - Secretaria de Saúde Município: Hortolândia CIR: Campinas Endereço: Rua José Cláudio Alves dos Santos Telefone: 39651400 Celular: 998329293 Email: fundomunicipaldesaude@hortolandia.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA A Raiva é uma encefalite viral grave transmitida por mamíferos contaminados, não existindo tratamento específico para a doença; a profilaxia da Raiva Humana pode ser feita através da préexposição ou pós-exposição ao vírus com a utilização de vacina antirrábica humana. Em virtude das reações neurológicas adversas a vacina Fluenzalida & Palácios modificada foi substituída no Estado de São Paulo pela vacina purificada produzida em cultura de células Vero (Purified Vero Cell Vaccine – PVCV) em janeiro de 2000, imunobiológico menos reatogênico e mais potente. No Manual Técnico do Instituto Pasteur de Profilaxia da Raiva Humana publicado em agosto de 2000 há indicação do esquema de pré-exposição tanto pela via intramuscular (IM) quanto via intradérmica (ID) utilizando a vacina PVCV com indicação de três doses (dias: zero, 7 e 28) e para o esquema de pós-exposição a indicação de cinco doses (dias: zero, 3, 7, 14 e 28) pela via IM. A partir da publicação da NOTA INFORMATIVA Nº 26-SEI/2017-CGPNI/DEVIT/SVS/MS o esquema de profilaxia de pós-exposição passa a ser realizada com quatro doses podendo ser utilizada a via IM (dias: zero, 3, 7 e 14; com administração total da dose disponível no frasco) ou a via ID (dias: zero, 3, 7 e 28; com administração de 0,1ml no deltóide em dois sítios de inoculação, totalizando 0,2ml). A via ID racionaliza o uso deste imunobiológico, viabilizando o uso de um frasco em dois pacientes submetidos a pós-exposição ao vírus rábico, ou em conjunto com a pré-exposição, ou ainda em casos de reforço onde a titulação de anticorpos neutralizantes para a Raiva é considerado insuficiente. A realização deste trabalho surge com o desejo em compartilhar a experiência do Município de Hortolândia/SP na otimização da vacina antirrábica humana a partir da mudança da via de administração de IM para ID para realização do tratamento antirrábico humano de pósexposição em conjunto com a pré-exposição. OBJETIVOS Este trabalho tempor objetivodescrever asaçõesdesempenhadaspeloDepartamentodeVigilância em Saúde para otimização da vacina antirrábica humana (VAR) no Município de Hortolândia/ SP, visando responder as solicitações de pré-exposição aos profissionais e estudantes que se enquadram nos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde (MS) a partir da alteração da via de administração de IM para ID. ATENÇÃO BÁSICA 90
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