Vigilância em Saúde

METODOLOGIA Discussão técnica no Departamento de Vigilância em Saúde propondo a alteração da via de administração de IM para ID. Elaboração do material teórico utilizado nas capacitações in loco e em grupo aos profissionais de saúde das cinco Unidades Básicas de Saúde (UBS) elencadas para realizar o tratamento antirrábico humano com vacina antirrábica humana. Centralização das solicitações e unificação da lista de espera de pré-exposição na Vigilância Epidemiológica (VE), aos solicitantes cabe encaminhar por e-mail à VE os dados pessoais, o comprovante de trabalho ou matrícula e a cópia da carteira de vacinação. A partir da indicação de pós-exposição à UBS comunica a VE que convoca dois solicitantes (profissional ou estudante) a comparecer na UBS para iniciar a pré-exposição em conjunto com o paciente de pós-exposição; a convocação ocorre de imediato apenas no primeiro dia, pois, ao iniciar o esquema de pré-exposição às demais doses são aprazadas na carteira de vacinação. A coincidência nas datas de aprazamento da VAR possibilita esta ação, em casos de pós-exposição à administração ocorre nos dias: zero, 7, 14 e 28 e na pré-exposição nos dias: zero, 7 e 28. No esquema de pós-exposição com indicação da via ID a cada dia é necessário 0,2 ml (0,1 ml em cada sítio) podendo ser utilizado um frasco para dois pacientes que sofreram agressões por mamíferos suspeitos de raiva. Na pré-exposição com administração da VAR através da via ID é necessário 0,1 ml em sítio único, portanto, com apenas um frasco é possível realizar um tratamento de pós-exposição em conjunto com duas préexposições. A via ID também pode ser utilizada quando há necessidade de aplicação da dose de reforço para os casos de pacientes com titulação insuficiente de anticorpos neutralizantes para a Raiva otimizando o uso deste imunobiológico, pois, utiliza-se 0,1ml em sítio único. RESULTADOS As capacitações para o Atendimento Antirrábico Humano favoreceu a aproximação das UBS’s com o Departamento de Vigilância em Saúde unificando saberes e aumentando a autonomia na condução dos casos de atendimento antirrábico humano pelos profissionais de saúde atuantes nos Núcleos de Vigilância e Salas de Vacina. Através da adoção da via de administração ID da VAR houve otimização deste imunobiológico possibilitando a oferta e a redução no tempo de espera para a realização do tratamento de pré-exposição contra a raiva dos profissionais e estudantes que necessitam de tal tratamento de acordo com os critérios estabelecidos pelo MS. CONSIDERAÇÕES FINAIS A responsabilidade dos órgãos de saúde em garantir à assistência requer inovação na organização dos processos de trabalho diante das adversidades. A capacitação da rede de assistência e a sua reorganização pelo Departamento de Vigilância emSaúde para otimizar o uso da vacina antirrábica humana permitiu a realização de quarenta pré-exposições de profissionais e estudantes no período de seis meses mesmo diante do recebimento reduzido deste imunobiológico, ficando evidente a assertividade desta intervenção. Atualmente o município consegue responder as demandas de pré e pós-exposição realizando o uso racional da vacina antirrábica humana. Referências Bibliográficas _NOTAINFORMATIVANº26-SEI/2017-CGPNI/DEVIT/SVS/MS.Disponívelem:http://portalarquivos. saude.gov.br/images/pdf/2017/agosto/04/Nota-Informativa-N-26_SEI_2017_CGPNI_DEVIT_ SVS_MS.pdf. Acesso em 02/03/2020 ATENÇÃO BÁSICA 91

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