Jornal do COSEMS-SP - Ed. 204 - Maio 2020
6 MAIO 2020 | 204 TESTAGEM Testes para detecção de anticorpos de SARS-CoV-2 e sua problemática para uso local Desde o momento em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a relevância de testar, testar e testar como estratégia para o controle da pandemia, gestores municipais aguardam as políticas para a realização de testes na população, mesmo reconhecendo as limitações para sua aplicaçãonum país comas dimensões do Brasil. Uma estratégia de expansão de testagem foi adotada em abril pelo Ministério da Saúde (MS), por meio de teste rápido sorológicoparacasosdesíndrome gripal, direcionada para alguns grupos populacionais com sintomas respiratórios: trabalhadores da saúde, da segurança e comunicantes desses trabalhadores. Outro grupo priorizado foram os idosos institucionalizados e os que apresentam comorbidades. O estado de São Paulo recebeu cerca de um milhão de testes que foram distribuídos aos municípios, conforme quantitativos previstos pelo MS, a partir de estimativas populacionais dos grupos recomendados para cada município. A operacionalização para realizar essa testagem pode parecer simples, mas a prática, relatada por gestores, vem se revelando complexa pela falta de capacitação para além das Notas Técnicas enviadas; diante do gerenciamento da quantidade de caixas recebidas; o desafio de articular com os setores dos trabalhadores da segurança; a necessidade singular de aplicação do teste naquele determinado município; e a própria dificuldade em entender as situações de indicação e interpretação do resultado e conduta a serem adotadas.Dessa forma, asdúvidas edificuldadesnão têmsidopoucas na efetivação dessa ação. Estudo soroepidemiológico no município de São Paulo Estudo desenvolvido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidade de São Paulo (USP), além de colaboradores do Grupo Fleury, da consultoria Ibope Inteligência e da ONG Instituto Semeia. Conta ainda com apoio da secretaria municipal de Saúde e do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo. Será realizado teste de quimioluminescência em amostras de sangue para detecção de anticorpos IgM e IgG. Pesquisa sobre evolução da prevalência de infecção por covid-19 no Brasil: estudo de base populacional Coordenada pela Universidade Federal de Pelotas UFPEL) em parceria com Ministério da Saúde. Serão 133 os municípios estudados no País e distribuídos em todos os estados. Em cada município, serão realizadas 250 entrevistas. No estado de São Paulo, participam 11 municípios: São Paulo, Sorocaba, Bauru, Marília, Presidente Prudente, Araçatuba, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Araraquara, Campinas e São José dos Campos. Serão utilizados testes para detecção de anticorpos IgG/IgM contra SARS-CoV-2. Avaliação da prevalência de marcadores virológicos e sorológicos de SARS-CoV-2 na população de Ribeirão Preto: um inquérito epidemiológico Estudo desenvolvido pela secretaria municipal de Saúde de Ribeirão Preto em conjunto com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (campus Ribeirão Preto). Será utilizado teste sorológico e teste de biologia molecular do tipo reação em cadeia de polimerase (PCR). Estimativa de prevalência de infecção por SARS-CoV-2 na população da Baixada Santista (EPICOBS) Estudo desenvolvido por meio de parceria entre a Agência Metropolitana da Baixada Santista (AGEM), Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (CONDESB) e universidades e secretarias municipais de saúde. A Região Metropolitana da Baixada Santista compreende nove municípios. Serão realizadas quatro fases de testes para detecção de anticorpos IgG/IgM contra a SARS-CoV-2. PESQUISAS COM TESTAGEM QUE ESTÃO SENDO FEITAS NO ESTADO DE SÃO PAULO: GETTY IMAGES
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