Jornal do COSEMS-SP - Ed. 205 - Julho 2020

3 #DICADO GESTOR #usemáscara 205 | JULHO 2020 ELAINE GIANNOTTI, ASSESSORA TÉCNICA DO COSEMS/SP O COSEMS/SP ADOTOU A FERRAMENTA “SIMULADOR DE CASOS DE COVID-19 E DISPONIBILIDADE DE LEITOS HOSPITALARES” COM O OBJETIVO DE MONITORAR OS CASOS DO NOVO CORONAVÍRUS NOS ESTADOS E MUNICÍPIOS. UMA MODELAGEM MATEMÁTICA ESTIMA A TRANSMISSÃO DO VÍRUS E A DISPONIBILIDADE DE LEITOS EM MOMENTOS FUTUROS E OS IMPACTOS DAS POLÍTICAS DE DISTANCIAMENTO SOCIAL Simulador de leitos COVID-19 projeta cenários regionais no Estado de SP e passaram mais de quatro meses desde o primeiro caso de COVID-19 no municípiode SãoPaulo em26de fevereirodeste ano. De lá para cá, o número de casos cresceuexponencialmente, atingindo quase a totalidade dos municípios do estado de São Paulo com temporalidades distintas em cada Região de Saúde. Para acompanharmos o perfil da pandemia em cada região do estado, foi preciso adotarmosmodelosmatemáticos que nos auxiliem a estimar os momentos futuros para planejarmos as ações de controle e assistência necessárias. Temos várias projeções disponíveis na Internet para fazer essa análise. O COSEMS/SP adotou a ferramenta “Simulador de casos de COVID-19 e disponibilidade de leitos hospitalares” , desenvolvida pelo Laboratório de Tecnologias de Apoio à Decisão em Saúde (LABDEC), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A ferramenta tem como objetivo monitorar os casos do novo coronavírus nos estados e municípios e, para isso, apresenta uma modelagem matemática que estima a transmissão do vírus e a disponibilidade de leitos em momentos futuros, assim como os impactos das políticas de distanciamento social. Conheça mais sobre o simulador no link https://bit.ly/3fNgx6i . O COSEMS/SP fir mou parceria com os pesquisadores do LABDEC para uma customização da ferramenta com o objetivo de visualizar as estimativas nos territórios dos Departamentos Regionais de Saúde (DRS) e nas seis Regiões de Saúde da Região Metropolitana da Grande São Paulo. Disponibilizamos semanalmente essa ferramenta no site do COSEMS/SP com atualizações do número de casos, de leitos e taxa de ocupação de leitos de UTI, além de uma análise das fases previstas pelo Plano SP. Acesse a ferramenta no site do COSEMS /SP: https://bit.ly/2ZJHBgV . Analisando e comparando os resultados das estimativas geradas com as fases propostas do Plano SP em cada região, observamos flexibilização do isolamento social em regiões com curva de contágio ainda ascendente e com estimativas de aumento para as próximas semanas. Nesse momento, podemos observar curvas estáveis ou levemente descendentes para as próximas semanas apenas nas Regiões Metropolitana da Grande São Paulo, Baixada Santista e Registro. Na atualização do Plano SP, feita em 17 de julho, essas regiões estão classificadas na “fase amarela”, com possibilidade de abertura com restrições de shoppings e galerias, comércios, serviços, bares, restaurantes e salões de beleza. Essa classificação foi influenciada pelo fato dessas regiões não apresentarem altas taxas de ocupação de leitos hospitalares. No entanto, observamos curvas ainda levemente ascendentes em RegistroeAltoTietêcomprevisão de estabilidade entre final de julho e início de agosto. Essa flexibilização pode comprometer a estabilidade prevista. Outras regiões apresentam curvas ascendentes de contágio para as próximas semanas e, conforme a atualização do Plano São Paulo de 17 de julho, as cidadesdeCampinas,Araçatuba, Franca, Piracicaba e Ribeirão Preto estão classificadas na “fase vermelha”, onde serviços não essenciais permanecem fechados. Nas regiões que foram classificadas como “fase laranja” há a possibilidade de abertura com restrições de escritórios, imobiliárias, concessionárias, comércio e shoppings centers. A missão dos sistemas de saúde nessa pandemia deve ser de evitar a doença e, posteriormente, prover os cuidados aos que adoeceram porque o mundo ainda não tem medicamentos e vacinas que garantam a cura da COVID-19. Recomendamos que o distanciamento social seja intensificado enquanto não observarmos uma tendência de diminuição da curva de contágio por, pelo menos, quinze dias. S

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