Atenção Básica - Vol.II

METODOLOGIA A funcionalidade do grupo se dá através de encaminhamentosmédicos das unidades Básicas de Saúde e também por encaminhamentos vindos da secretaria de educação. Diante disso, analisamos a demanda o que possibilitou para a criação do grupo. No primeiro momento é chamado o responsável para acolhimentoeentendimentodaqueixainicial,eapósacriançaéinseridanogrupo,ecasohajanecessidade é realizado alguns atendimentos individualizados. No grupo são trabalhados vários aspectos, sendo um deles a compreensão de regras e limites, que faz com que compreendam aonde seus diretos terminam e o direto do outro começa. Consequentemente aprendem as regras, a compartilhar, a lidar com as frustrações e tudo isso irá auxiliar para que no futuro a criança consiga lidar comproblemas tendomaior equilíbrio ematuridade para solucioná-los. Ogrupo é realizado uma vez na semana, coma duração de 60 minutos e o número de participantes atualmente são 12 crianças. É realizadamensalmente uma reunião comos pais e/ou responsáveis das crianças para orientações, onde osmesmos possuemessemomento para trazer as dificuldades apresentadas pelas crianças durante a rotina diária, e nós profissionais, oferecer as devolutivas do trabalho realizado para continuidade dos estímulos a serem realizados em casa também. RESULTADOS As atividades realizadas dentro do grupo trouxerammuitos benefícios às crianças emvárias dimensões, como por exemplo, a melhora na socialização, a capacidade de aprender a dividir brinquedos e compartilhar brincadeiras, como também, estimular a imaginação, a criação, a resolução de problemas e a convivência em grupo. Os pais nos trouxeram informações positivas diante disso, pois notaram uma melhora no comportamento da criança em casa e na escola. CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente trabalho tem sido de fundamental importância na vida das crianças, pois resgatam valores e aprendizado na qual nos tempos atuais temos encontrado escassos. As crianças deixam de brincar, criar, imaginar para passaremamaior parte do tempo em redes sociais ou games, impossibilitando que exerçama infância como deveriam, o que não comprometemapenas o comportamento e o aprendizado, mas tambémtrazemriscos para saúde como umamaior possibilidade para desenvolver o sedentarismo e até a obesidade. Pensando emsaúde pública, ações como essas deveriamser realizadas sempre a fim de promover a prevenção de riscos futuros para as crianças. Os pais precisamde orientações para lidar como comportamento da criança, mas tambémprecisamestar cientes dos riscos que a criança poderá enfrentar se não tiver uma educação e um acompanhamento adequado no decorrer da infância. Como sabemos, prevenir é o melhor tratamento e no grupo podemos abordar todas essas questões para uma melhor qualidade de vida, não somente da criança, mas de todo seu contexto familiar. Referências Bibliográficas BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política nacional de atenção básica. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção à Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. PAPALIA, D, E; FELDMAN, R, D. Desenvolvimento Humano:12. ed. Porto Alegre: Editora AMGH,2013. VYGOTSKY, L. S. Aprendizagem e Desenvolvimento Intelectual na Idade Escolar. In: Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone, 1978. FERLAND, F. O Modelo Lúdico. O Brincar, a Criança com Deficiência Física e a Terapia Ocupacional. Editora ROCA, 3ª ed. 2006. ATENÇÃO BÁSICA 10

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