meatoscopia (excesso de cerúmen, atipias, obstrução de meato acústico externo, entre outros), alunos usuários de Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI), alunos com conhecimento ou queixa prévia de perda auditiva (etiologia genética, tratamento oncológico) e os que não preencheram o questionário no momento da triagem auditiva. Para a análise dos dados, foram considerados somente os alunos que apresentaram periodicidade frequente do estéreo pessoal. RESULTADOS Foram triados pelo Projeto Escutar 1007 alunos do 9º ano e 4,76% (n=48) falharam na técnica de varredura em25dB. Destes, 14 foramexcluídos por não usaremos fones de ouvido frequentemente, por já possuírem histórico de perda auditiva ou por não terem respondido o questionário, assim, foram analisados 34 alunos. O tipo de fone mais utilizado foi o intra-auricular com 26,5% (n=9). No que concerne ao tempo de uso dos estéreis pessoais 32,4% (n=11) dos alunos utiliza mais de 8 horas por dia. Sobre a autopercepção de volume, 79,4% (n=27) consideram escutar música em alta intensidade e 63,7% (n=22) dos alunos auto referiram zumbido. Todos os alunos que falharam na TAE foram encaminhados para audiometria completa e 64,7% (n=22) não compareceram ao exame. Dos 12 exames realizados, 58,3% (n=7) apresentaram resultado dentro dos parâmetros da normalidade na audiometria e 41,7% (n=5) apresentaram alterações no exame. Destes, 60% (n=3) apresentaram perda auditiva condutiva, 20% (n=1) perda auditiva neurossensorial e 20% (n=1) perda auditiva em frequência específica. Dos alunos com exame auditivo alterado, 80% (n=4) consideram hábito de escutar música em alta intensidade e auto referiram presença de zumbido. O objetivo da TAE é identificar possíveis alterações auditivas de maneira rápida e eficaz. A confirmação da alteração auditiva em 41,7% dos alunos evidencia a sensibilidade da triagem auditiva escolar com a técnica de varredura em 25 dB. O questionário desenvolvido e utilizado pelo serviço de fonoaudiologia na TAE sobre o uso dos fones de ouvido também apresentou boa sensibilidade uma vez que 80% dos alunos com alguma alteração auditiva, referiram escutar música em alta intensidade e presença de zumbido. A opção da maioria dos alunos pelo fone intraauricular, pode ser em decorrência do baixo custo e praticidade porém, devido ao seu formato, deixam o som vazar e favorece maiores níveis de intensidade. Esses resultados evidenciam a importância da orientação sobre saúde auditiva e cuidados no uso do estéreo pessoal como, por exemplo, higiene, uso compartilhado dos fones, volume, entre outros. CONSIDERAÇÕES FINAIS O trabalho de promoção de saúde e prevenção de perda auditiva é constante, desafiador e necessita de intervenções direcionadas ao público-alvo pois, atualmente, o uso de estéreos pessoais cresce proporcionalmente ao aumento das tecnologias disponíveis. Dessa forma, é importante ressaltar a necessidade de conhecimento dos hábitos auditivos e do uso de estéreos pessoais na população jovem, para o direcionamento das intervenções e conscientização dos hábitos prejudiciais à saúde auditiva. É válido ressaltar o custo elevado que as perdas auditivas irreversíveis causadas ou não por exposição ao ruído provocam ao sistema de saúde e ao indivíduo. O Projeto Escutar é uma ação permanente e contínua. Dentro desta proposta está incluída a reavaliação dos mesmos alunos após 3 anos e verificar se houve mudanças nos hábitos desses jovens em relação aos estéreos pessoais e seus efeitos na audição. Referências Bibliográficas 1.1 billion people at risk of hearing loss. World Health Organization, 2015. Disponível em: Acesso em: 25 de fev. de 2020. Deafness and hearing loss. World Health Organization, 2019. Disponível em: Acesso em: 25 de fev. de 2020. Addressing the rising prevalence of hearing loss. World Health Organization, 2019. Disponível em: Acesso em: 25 de fev. de 2020. OMS e União Internacional de Telecomunicações recomendam novo padrão global para prevenir perda auditiva entre 1,1 bilhão de pessoas. Organização Pan-Americana de Saúde, 2019. Acesso em: 25 de fev. de 2020. Censo Demográfico de 2020 e o mapeamento das pessoas com deficiência no Brasil. Ministério ATENÇÃO BÁSICA 162
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