CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS COMO ESTRATÉGIA TERAPÊUTICA NA ATENÇÃO BÁSICA Autores: Eduardo Christovo da Silva, Solange Kina Augusto, Tatiana Doval Amador, Lucia Maria Pissolatti da Silva Navarro, José Carlos Misorelli, Solange Silva Rodrigues Instituição; PREFEITURA DO MUNICIPIO DE SANTANA DE PARNAIBA Município: Santana de Parnaíba CIR: Rota Endereço: Alameda Miró Telefone: 46228850 Celular: 46228850 Email: sms@santanadeparnaiba.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA “É fácil esquecer o quanto as histórias podem ser misteriosas e poderosas. Elas fazem o seu trabalho em silêncio, de forma invisível. Elas trabalham com todos os materiais internos da mente e do ser. Elas tornam-se parte de você, ao mesmo tempo em que transformam.” (OKRI, 1996 in PERROW, 2008) Através da percepção da equipe de saúde da unidade tornou-se evidente a carência do território no que se refere à consciência sanitária, cuidados básicos de saúde e higiene pessoal, direitos e deveres de cidadania, estilos de vida e comportamento sedentário, dificuldade de aproximação afetiva entre pais e filhos e um alto grau de violência praticada sem consciência do ato. O grupo de contação de histórias foi pensado em 2012, como um projeto de promoção e prevenção de saúde para crianças de 5 a 11 anos de idade, do território de referência da Unidade de Saúde Avançada (USA) Parque Santana. A ideia foi discutida em reunião de equipe e profissionais das áreas de Fonoaudiologia, Psicologia, Psicopedagogia, Serviço Social e Terapia Ocupacional manifestaram interesse em participar. OBJETIVOS O projeto inicial tinha intuito de trazer crianças à Unidade para promoção de saúde das famílias através do contato transformador com a literatura. Estreitando os laços afetivos familiares, orientando direitos e deveres das crianças (ECA), e comportamentos nocivos tais como: contato sem limites com celulares/computadores e rotina saudável incluindo alimentação e sono. Porém, com a alta demanda de crianças para tratamento na psicologia, a equipe adaptou o projeto inicial, para o objetivo de tratar crianças com queixas escolares, comportamentais, entre outras, bem como prevenir sofrimento psíquico, a partir do uso de contação de histórias. METODOLOGIA Contar história é uma prática inerente ao ser humano, para Perrow (2008) Em muitas culturas tracionais da história humana, os velhos sábios usaram naturalmente metáforas e histórias em seu papel de mentores e guias para crianças de suas tribos e comunidades. Usando contos de sabedoria para guiar e estimular comportamentos. O poder “curativo” se dá pelas diversas camadas de significados simbólicos apresentados nas histórias, e através da identificação, age diretamente no inconsciente esquivando-se de resistências e redimensionando os conflitos internos responsáveis pelos sintomas. O grupo foi desenvolvido pensando na promoção da saúde mental infantil e prevenção de agravos. Foi formado um grupo aberto, com coordenação de dois profissionais psicólogos e uma fonoaudióloga, para crianças entre 5 e 11 anos. Tínhamos a ATENÇÃO BÁSICA 166
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