Atenção Básica - Vol.II

IMPLANTAÇÃO DO MODELO DE ATENÇÃO AS CONDIÇÕES CRÔNICAS ATRAVÉS DO PROJETO QUALIFICA AB: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ITAPEVA/SP. Autores: Adriana Barros Viegas, Francine CampolimMoraes, Dalvane Cristina Moraes Oliveira, Leticia Fragoso Santos de Oliveira Instituição: PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAPEVA Município: Itapeva CIR: Itapeva Endereço: Avenida Vaticano Telefone: 35249370 Celular: 997585587 Email: sec_saude@itapeva.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA O Modelo de Atenção as Condições Cronicas (MACC) proposto por Mendes (2012), foi desenvolvido com basesnoCronicCareModel (CCM), noModelodePiramidesdeRisco (MPR) enoModelodeDeterminação Social da Saúde de Dahlgren e Whitehead. A incorporação desses modelos permitiu adapta-los e criar um modelo de atenção para implantação na realidade do SUS. A Condição Crônica (não confundir com doença crônica) é uma situação em saúde que demanda seguimento longitudinal no tempo para o seu acompanhamentoe resoluçãoemumaunidadede saúdeque compõea rededeAtenção. Diferentemente do evento agudo que requer contato pontual comumserviço de saúde, a Condição Crônica requer maior complexidade de organização do serviço e de toda a Rede. O CCM se estrutura em seis elementos fundamentais: a organização da rede de atenção à saúde através do autocuidado apoiado, do desenho de sistema de prestação dos serviços, do suporte as decisões - protocolos clínicos, prática baseada em evidencias, etc , e sistema de informação clínica. A implantação dos seis elementos do modelo gera usuários ativos e informados interagindo comequipes proativas epreparadas. JáoMPRasnecessidades das pessoas portadoras de condições crônicas são definidas em termos da duração da condição, da urgência da intervenção, do escopo dos serviços requeridos e da capacidade de autocuidado da pessoa portadora da condição. A aplicação desses critérios permite estratificar as pessoas portadoras de condições crônicas em três grupos. O primeiro grupo seria constituído por portadores de condição leve, mas com forte capacidade de autocuidado e/ou com sólida rede social de apoio. O segundo grupo seria constituído por portadores de condição moderada. O terceiro grupo seria constituído por portadores de condição severa e instável e com baixa capacidade para o autocuidado. O modelo de Dahlgren e Whitehead inclui os determinantes sociais da saúde dispostos em diferentes camadas concêntricas, segundo seu nível de abrangência, desde uma camada mais próxima aos determinantes individuais até uma camada distal onde se situam os macrodeterminantes. O modelo enfatiza as interações: estilos de vida individuais estão envoltos nas redes sociais e comunitárias e nas condições de vida e de trabalho, as quais, por sua vez, relacionam-se com o ambiente mais amplo de natureza econômica, cultural e econômica. Já o MACC deve ser lido em três colunas: na primeira coluna, sob influência do MPR, está a população total estratificada em subpopulações por estratos de riscos. Na última coluna, sob influência do modelo de determinação social saúde de Dahlgren e Whitehead, estão os diferentes níveis de determinação social da saúde: os determinantes intermediários, proximais e individuais. Na coluna domeio estão, sob influência do CCM, os cinco níveis das intervenções de saúde sobre os determinantes e suas populações: intervenções promocionais, preventivas e de gestão da clínica. O conhecimento da população da ESF envolve um processo complexo, estruturado em vários momentos: o processo de territorialização; o cadastramento das famílias; a classificação das famílias por riscos sociosanitários; a vinculação das famílias à equipe da ESF; a identificação das subpopulações com fatores de riscos ATENÇÃO BÁSICA 19

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