grupo podem ser revertidas para doações, para presentear pessoas queridas ou familiares, ou ainda, para geração de renda extra, como estratégia de enfrentamento de problemas de ordem financeira estimulando o empreendedorismo. RESULTADOS O grupo de convivência “Mãos Arteiras” mostra-se consolidado, com ótima adesão da comunidade, tendo em vista que completará 4 anos em julho de 2020 e mantém a média de participação ao longo dos anos. O vínculo criado no grupo é vigoroso e ultrapassa o espaço da UBS, com eventos externos como café da tarde, noite da sopa e passeios/viagens organizados pelas próprias idosas. A convivência dessas idosas somada a arteterapia, proporciona a elas criar estratégias de enfrentamento, à medida em que criamas peças passama expressar sentimentos comomedo e alegrias, elaborados durante o encontro. Por isso, a participação no grupo “Mãos Arteiras” proporcionou a uma idosa ingressar com depressão e conseguir superar a questão ao longo do tempo. Além disso, desenvolver trabalhos manuais contribui paramantera funcionalidadedas idosas, tantopelodeslocamentoatéaunidade, quantopelashabilidades desenvolvidas, além do melhorar o senso de auto eficácia. Como no caso da idosa que teve oito AVEis: “Essa troca de experiências faz com que esqueçamos das doenças, melhoramos a qualidade de vida e estimulamos a criatividade.”. A idosa continua frequentando o grupo há quatro anos e confeccionando peças nas aulas de corte- costura. A UBS possui uma máquina de corte-costura que foi doada por um profissional da unidade. Há também uma contribuição do grupo para a comunidade local e para UBS Esplanada, já que as integrantes conseguem fazer um elo entre as partes e ajudam na divulgação das atividades. CONSIDERAÇÕES FINAIS Concluímos que o grupo de convivência “Mãos Arteiras” é um grupo forte, coeso, independente e estruturado, onde todas as participantes se tornam multiplicadoras e acolhedoras frente ao ingresso de novos usuários. Através dos depoimentos das idosas a seguir podemos constatar a importância do grupo para elas: Em relação às estratégias de enfrentamento da arteterapia: M., 73 anos, no grupo desde o início disse: “Dando muito incentivo nas horas que preciso de uma palavra amiga”. C. 68 anos desde o início do grupo: “Lá aprendo, compartilho, faço novas amizades... Quem começa não quer sair”. G, há 2 anos no grupo: “é uma terapia e fiz várias amizades”. E. 67 anos, há 3 anos no grupo: “É uma terapia. Muitas conversas, muitos afazeres”. Sobre a socialização proporcionada pelo grupo de convívio: D., 65 anos, no grupo desde o início: “ Aqui somos ecléticas, falamos de tudo, rimos muito e começamos a semana feliz”. A idosa E., 63 anos disse: “Pramim, já é como uma família. Umprazer e umaprendizado muito bom”. E. 68 anos, há 3 anos no grupo: “Aí eu aprendo, troco ideias, dou risada. Sinto falta quando alguma falta. É um compromisso muito prazeroso” E também sobre aprendizado na velhice, L. e há 2 anos no grupo disse: “Socializar quando tenho dificuldade, soumeio caracol, dentro da concha. E quando aprendemos um bordado novo, fazemos algo bonito e nos sentimos mais poderosas.”. S., 65 anos, no grupo desde o início: “Tardes de boa conversa e muito aprendizado”. ATENÇÃO BÁSICA 40
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