contínuo. O programa consiste em realizar três encontros mensais, cada um com um objetivo específico. O primeiro para Educação Permanente, para instrumentalizar o profissional e preparálo para lidar com as situações diversas, levando temas como estresse, ansiedade, situações de violência mais recorrentes como racismo, saúde mental, assédio, entre outras. Um segundo espaço para acolhimento e plano de ação preventiva à partir de casos já ocorridos, com troca de experiências e revisão de fluxos e ações preventivas e um terceiro encontro conduzido pela equipe de saúde mental que é um espaço terapêutico como rodas de conversa para acolher as angústias, trocar experiências e diminuir o sofrimento do profissional. RESULTADOS Como resultado, foi possível quantificar e qualificar os casos de violência sofridos na UBS, Bem como mantem um canal de notificação imediato. Com a pesquisa realizada, foi constatado que 40% dos profissionais sofrem agressões pelo menos uma vez por mês, 28,3% uma vez por semana, 16,7% uma vez ao dia e apenas 6,7% nunca sofreram agressão. A pesquisa mostrou ainda que 1,8% já sofreu agressão física, 92,9% já sofreu agressão verbal, 26,8 já sofreu assédio moral ou sexual, 25% já sofreu alguma ameaça e 8,9% já sofreu algum tipo de preconceito. Como grande conquista, os espações estruturados do programa acontecem regularmente, com presença de toda a comissão e demais profissionais escalados com datas pré-definidas e incluídas no planejamento anual, trazendo a consciência da relevância do tema para todos os profissionais. Outro resultado deste trabalho foi ter uma equipe de referência que apoia em situações de violência: antes, com a prevenção; durante, com a intervenção quando possível e depois com acolhimento do profissional. CONSIDERAÇÕES FINAIS A violência está presente em diversos ambientes profissionais, na Atenção Primária à Saúde, não é diferente. Ela é presente em todas as regiões do Brasil e do mundo, sabe-se também, que discussões sobre o comportamento violento não são suficientes para construção de um ambiente seguro para se trabalhar. Porém, a pesquisa realizada e os encontros realizados com a equipe desta UBS, evidenciam grande sofrimento, dificuldades em lidar em situações de agressão, conformismo, necessidades de gestão de alguns casos e revisão do processo de trabalho. Observa-se a alta relevância em realizar ações estruturadas voltadas para os profissionais. Conclui-se, portanto, que o cuidado do paciente se inicia no cuidado da saúde do colaborador. Iniciar um trabalho de fortalecimento e reflexões acerca das motivações e manejos possíveis em situações de risco, permite maior resolução e redução de casos de violência e danos causados ao profissional. Referências Bibliográficas BATISTA, Cássia Beatriz et al . Violência no trabalho emsaúde: análise emunidades básicas de saúde de Belo Horizonte, Minas Gerais. Trab. educ. saúde (Online), Rio de Janeiro , v. 9, n. 2, p. 295-317, Oct. 2011 . Available from . access on 23 Feb. 2020. https://doi.org/10.1590/S1981-77462011000200008. KRUG, Etienne G. et al. (org.). World Report on Violence and Health. Genebra: World Health Organization, 2002. ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO; INTERNATIONAL COUNCIL OF NURSES; ORGANIZAÇÃOMUNDIAL DA SAÚDE; PUBLIC SERVICES INTERNATIONAL. Violence in the Health Sector. Country Case Studies: Brazil, Bulgaria, Lebanon, Portugal, South Africa, Thailand and an Additional Australian Study. Genebra: Organização Internacional do Trabalho, 2003c ATENÇÃO BÁSICA 41
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