feiras das 9 às 10 horas da manhã, no CEU de Parelheiros, sendo este último equipamento, um grande parceiro na realização desta atividade, inclusive pela proporção que o grupo tomou em tão pouco tempo. RESULTADOS A equipe entende que este é um espaço de acolhimento, de incentivo às práticas saudáveis de manutençãodasaúde, equenestecontextoapresenta-secomoumrecursodoterritório, quepromove qualidade de vida e sustenta uma prática de acompanhamento e monitoramento destes usuários, além de testemunharmos a vida destas pessoas. Devido a transdisciplinaridade que o trabalho do NASF proporciona, toda a equipe tem a oportunidade de realizar esse grupo, não desconsiderando as potencialidades de cada categoria profissional. O grupo cresceu exponencialmente, sendo necessário ganhar o território, e possibilitou diversas articulações intersetoriais. Neste período a equipe já mobilizou os usuários a participarem de grandes cafés da manhã saudáveis, práticas de dança, show de talentos, dinâmicas lúdicas e recreativas, palestras sobre alimentação, prática de esporte, ações envolvendo campanhas (tais como Setembro Amarelo, Outubro Rosa e Novembro Azul) organização da rotina, cuidado e processo de envelhecimento, e até um passeio para o SESC, extrapolando os limites de um território que conta comuma particularidade: a distância, em (muitos) quilômetros, de recursos sociais, de lazer, educação e trabalho. CONSIDERAÇÕES FINAIS Grupos abertos de atividade física podem estar no escopo de procedimentos de uma equipe NASF. E de fato, a criação do Bem Estar teve esse objetivo inicial, inclusive para que a equipe pudesse iniciar os atendimentos, se vincular a população e se fortalecer no território. Mas, com passar do tempo, o contato da equipe estreitou-se de tal forma, que a equipe observou que o vínculo é o pilar desta relação tão duradoura com a comunidade. Vínculo este que transformou o espaço de um grupo em um local de trocas, de afetividade, e que promove a interação social, melhorando a qualidade de vida de usuários que há tempos não saiam de casa sozinhos para praticar exercícios ou uma atividade de lazer, que apresentavam cotidianos esvaziados, com tendência ao isolamento e ao sofrimento psíquico. Além disso, a equipe tem pensado em novas estratégias para que o acompanhamento seja ainda mais refinado e crie abordagens de promoção e prevenção à saúde, a partir de registros e avaliações e/ou protocolos utilizados na Atenção Básica, como a AMPI (avaliação multidimensional do idoso), já que este é o maior público atendido. Referências Bibliográficas GALHEIGO, S.M. A transdisciplinaridade enquanto princípio e realidade das ações de saúde. Revista de Terapia Ocupacional. Universidade de São Paulo, v. 10, n.2/3, p.49-54, maio/dez, 1999. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Núcleo de Apoio à saúde da família – volume 1: Ferramentas para a gestão e para o trabalho cotidiano. Cadernos de atenção básica, no 39. Brasília/DF, 2014. PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO PAULO. Dados da subprefeitura de Parelheiros. Acesso em: 18 de fevereiro de 2020. https:// www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/parelheiros/ ATENÇÃO BÁSICA 76
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