METODOLOGIA Para avaliar a condição da oferta do primeiro atendimento às pessoas em situação de violência sexual nos serviços de urgência/emergência da CRSN (04 prontos-socorros isolados, 04 hospitais municipais e 04 hospitais estaduais), foram realizadas reuniões in loco com diretorias e equipes. Pontos abordados: atendimento emergencial, exames e testes rápidos, profilaxias de emergência, organização do atendimento nas portas de entrada e do serviço em geral, notificação, capacitação e sensibilização dos diferentes setores, fluxos internos, comunicação com serviços da rede intersetorial, monitoramento dos casos através das unidades de vigilância em saúde (UVIS). Ao final das reuniões, os serviços receberam um questionário para informar sobre a caracterização do atendimento: oferta das medicações, testes rápidos, faixa etária, sexo e gênero atendidos. RESULTADOS Após avaliação dos dados, as áreas técnicas realizaram sensibilização no fórum de urgências/ emergências da CRSN, que reúne todos os diretores destes serviços, supervisores técnicos de saúde, secretarias municipal e estadual de saúde. As áreas técnicas organizaram as ações necessárias: Capacitação para Realização de Teste Rápido HIV, Sífilis e Hepatites B e C; Protocolo Assistencial às Vítimas de Violência Sexual para médicos e enfermeiros dos serviços de urgência/ emergência; Manejo clínico dos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. Reorganização e distribuição de insumos nos serviços de urgência/ emergência: testes rápidos, antirretrovirais para a profilaxia do HIV e contracepção de emergência. Desconstrução de mitos: necessidade de boletim de ocorrência para atendimento em saúde; procura indevida para aborto previsto em lei. Elaboração de material informativo e divulgação do Ambulatório de Violência do HMMEC, referência da CRSN para a realização do aborto previsto em lei. Implementação, aprimoramento de fluxos e atendimento nos serviços de urgência/emergência. Monitoramento dos casos notificados para acompanhamento do tratamento medicamentoso e seguimento na rede. Sensibilizações sobre sinais e sintomas da violência sexual e ações para prevenção das violências com diretorias de ensino e escolas. Discussões de casos, planejamento de ações de prevenção das violências com a rede de cuidados. Reunião com delegadas das duas delegacias de defesa da mulher da região Norte. Sensibilização dos serviços sobre a qualidade da informação nas notificações do SINAN. Com essas ações houve maior sensibilização dos profissionais com aumento das notificações de violência sexual na CRSN, de 122 casos em 2015 para 564 casos em 2019. CONSIDERAÇÕES FINAIS A linha de cuidado para atendimento integral às pessoas em situação de violência sexual envolve diferentes serviços da rede de cuidados. Os processos de trabalho e cuidado são discutidos e revistos pelas áreas técnicas e nos fóruns de prevenção das violências que ocorrem nas 06 STS. Neste momento houve maior enfoque nos serviços de urgência/emergência, porém os outros serviços tambémparticipamdos processos de organização da linha de cuidados. Entende-se que a atenção às pessoas em situação de violência sexual não é uma ação isolada e seu enfrentamen¬to depende de iniciativas intersetoriais que possibilitem ações de atendimento, proteção, prevenção a novas situações, além de evitar a revitimização. ATENÇÃO BÁSICA 84
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