O AUMENTO EXPONENCIAL DOS INDICADORES QUALITATIVOS DE ACOMPANHAMENTO DO PRÉ-NATAL ATRAVÉS DA IMPLANTAÇÃO DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA NA UBS PARELHEIROS Autores: Luana Oliveira de Lima , Paula Emanuelle Fernandes Netto Instituição: Fundo Municipal de Saúde Município: São Paulo CIR: São Paulo Endereço: Rua General Jardim Telefone: 33972033 Celular: 931398875 Email: afastcursoscongressos@prefeitura.sp.gov.br INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA O acompanhamento pré-natal, primeiro ato de atenção à saúde oferecido ao indivíduo, fornece ferramentas avaliativas para prevenir agravos, realizar diagnósticos, e intervir oportunamente diante de patologias que podem ocasionar sequelas, óbito materno ou do binômio. A morte materna constitui um desafio à Saúde Pública, a cada minuto morre no mundo uma mulher em virtude de complicações da gravidez e do parto. Ao término do ano, todas essas mortes somam 529 mil, a maior parte ocorre em países em desenvolvimento e para cada mulher que morre outras trinta sofrem sequelas ou problemas crônicos de saúde. (FERRAZ e BORDIGNON, 2012) No Brasil, os níveis de mortalidade materna são altos e apresentam ampla desigualdade entre as regiões. Para melhorar os indicadores, o Ministério da Saúde instituiu o Programa de Humanização no Pré-Natal e Nascimento (PHPN), com o objetivo de reduzir as elevadas taxas de morbimortalidade materna e perinatal, implantou medidas para a melhoria do acesso, da cobertura e da qualidade do acompanhamento do ciclo gravídico puerperal. Em seguida lançaram o Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal, que objetivou a articulação dos atores sociais que estimulam a qualificação da atenção a saúde das mulheres e recém-nascidos (RN), na luta contra os altos índices destas mortes no país. Houve a implantação de outra estratégia chamada de Rede Cegonha, que foi iniciada em 2011 e consiste em uma rede de cuidados para assegurar as mulheres o direito ao planejamento reprodutivo e a atenção humanizada à gravidez, ao parto, ao aborto e ao puerpério, bem como as crianças, o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e desenvolvimento saudáveis. (LEITE, 2019). No entanto, mesmo com todas essas estratégias, os casos de mortalidade materna ainda são costumeiros, como é mostrado no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), disponível na forma online no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), é possível obter dados sobre a mortalidade materna no país, onde a ultima atualização foi de 2017 e nos mostrou 1.718 dessas mortes por todo o Brasil. (DATASUS, 2020). Com o compromisso de atuar ativamente na redução deste lastimável e elevado índice, em abril de 2018 houve a implantação da Estratégia Saúde da Família na UBS Parelheiros que até então pertencia à administração direta. Enquanto os enfermeiros cuidavam atentamente do processo de territorialização, a gerente da unidade iniciou levantamento do total de gestantes em acompanhamento na unidade. O número final totalizou 900 gestantes e dadas à disparidade do valor tendo como parâmetro outras unidades com o mesmo número de população na área de abrangência, iniciou-se uma avaliação minuciosa prontuário a prontuário. Após esse levantamento ficou evidente que um número importante de gestantes já havia ganhado neném, no entanto, por não comparecerem as consultas de puerpério permaneciam como gestantes. Uma parcela menor, porém também de grande relevância ainda estava no curso da gestação, no entanto, haviam abandonado o pré-natal. E por fim, uma parte mínima, seguia com o acompanhamento conforme o recomendado. Essa irregularidade no ATENÇÃO BÁSICA 99
RkJQdWJsaXNoZXIy NjY5MDkx