Assistência Farmacêutica | Regulação e Redes de Atenção em Saúde

exames anteriores e o resumo da alta da maternidade para complementar a anamnese; sessão 3 - audiometria tonal completa com respostas consistentes, logoaudiometria compatível com audiometria tonal e BERA pesquisa de limiar. RESULTADOS Esta criança do gênero feminino, atualmente com 11 anos e 7 meses, que apresentava queixas de alterações na aquisição da fala aos 3 anos de idade, e dificuldades na aprendizagem escolar aos 5 anos, com queixas de déficits de atenção e “enxaqueca no ambiente escolar”, foi avaliada por neuropediatra e, aos 9 anos, encaminhada para a avaliação audiológica, que resultou inconclusiva. Foram solicitados, então, exames objetivos. Enquanto aguardava vaga, procurou um serviço voltado a adolescentes, em razão de seus problemas escolares. A fonoaudióloga que a atendeu verificou que possuía uma solicitação de BERA, e a direcionou (via regulação interna) ao ambulatório de audiologia. Resultados: Perda auditiva sensorioneural bilateral de grau profundo à direita e moderado à esquerda (curva ascendente). CONSIDERAÇÕES FINAIS Frente a este diagnóstico tardio, observamos que, contrariando as expectativas, a criança desenvolveu habilidades na leitura labial com qualidade de fala adequada, incompatível com a perda auditiva descrita (por isso a dificuldade no diagnóstico correto, sendo por vezes encaminhada a setores da saúde mental). Mesmo quando esteve em acompanhamento no ambulatório multidisciplinar de baixo peso e alto risco do nascimento aos 3 anos de idade (portadora de indicadores de risco para a deficiência auditiva), e apresentando queixas no desenvolvimento aos 5 anos, só aos 9 anos foi solicitada uma avaliação audiológica pela neurologista. A criança refere que era considerada pelos professores uma aluna “desatenta” e que “não queria aprender”. Após a finalização da avaliação audiológica, mãe e professora receberam orientações, a criança foi encaminhada ao departamento de otorrinolaringologia e serviço social, e aguarda vaga no centro de referência para protetização e reabilitação auditiva. No retorno ao ambulatório de audiologia, a criança relatou que a professora compreendeu as suas dificuldades de aprendizagem diante do diagnóstico da perda auditiva, mudando sua localização na sala de aula e sua didática (facilitando a leitura labial). Observamos uma significativa mudança comportamental, física e principalmente emocional na criança. Referências Bibliográficas 1- Lewis, D.R; Marone, S.A.M.;Mendes,B.C.A;Cruz,O.L.M;Nóbrega,M.Comitê multiprofissional em saúde auditiva COMUSA.Rev Braz J Otorhinolaryngol.2010;76(1): 121-8 2- Diretirzes da atenção da triagem auditiva neonatal.Disponivel em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacpes/diretrizes_ atencao_triagem_auditiva_neonatal.p 3-Northern,J.L.;Downs,M.P. Audição na infância- 5a edição.Guanabara Koogan, 2005 REDES DE ATENÇÃO 149

RkJQdWJsaXNoZXIy NjY5MDkx