Jornal COSEMS/SP - Ed. 208
#dicadogestor Aparecida Pimenta, secretária-executiva do COSEMS/SP Os quatro momentos do Planejamento Estratégico Situacional O Planejamento Estratégico Situacional (PES) é um processo dinâmico que visa definir os objeti- vos para atingir e melhorar a saúde da população a partir de problemas identificados pela gestão nos níveis federal, estadual, municipal. Meto- dologia criada nos anos 1970 para lidar comos desafios da administra- ção pública, o PES procura apontar as ações capazes de provocar, emum prazo determinado, asmudanças na atenção à saúde. Em vez do modelo de etapas em um planejamento tradicional, o PES propõe quatro momentos: explicativo, normativo, estratégico e tático-operacional. O momento explicativo analisa a situação de saúde, identifica os problemas e suas causas com base em dados, informações e avaliação dos atores que planejam com seus projetos e intenções. O normativo define os objetivos e ações a serem realiza- das para melhorar as condições de saúde da população. O estratégico analisa dificul- dades e facilidades para realizar as ações planejadas, considerando outros atores políticos, como pre- feito, secretários, vereadores, dire- tores regionais da SES, diretores de hospitais e Conselho Municipal de Saúde, entre outros. O tático-ope- racional são as ações, já que um plano só é considerado eficaz se, num prazo determinado, orientar as mudanças nas práticas de gestão e de produção do cuidado. Os instrumentos de planeja- mento do SUS são o Plano Munici- pal de Saúde (PMS), com duração de quatro anos, que trabalha com Diretrizes, Objetivos e Metas (DOMI), e a Programação Anual de Saúde (PAS), que define as ações a serem executadas a partir das definições de DOMI do Plano. Os quatro momentos do Planejamento Estratégico Situacional orientam a elaboração do PMS e PAS. E, nesse ciclo, após planejar, programar e executar, é necessário avaliar continuamente o resultado. A Prestação de Contas Qua- drimestral e o Relatório Anual de Gestão cumprem esse papel e orientam a elaboração da pro- gramação do ano seguinte. É um processo dinâmico e fundamental para que os gestores e suas equipes compreendam que o planejamento do SUS é muito mais amplo do que escrever um documento e registrar no DIGISUS, lembrando, inclusive, a obrigatoriedade de ouvir a popu- lação nas Conferências Municipais de Saúde. Confira a importância do planejamento nas áreas de saúde mental e oncologia do SUS. Ermínia Ciliberti Assessora técnica do COSEMS/SP Lídia Tobias Assessora técnica do COSEMS/SP Clique para ouvir Clique para ouvir #OutubroRosa 3
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