Acesse a Carta do 35º Congresso do COSEMS/SP ATENÇÃO ONCOLÓGICA Em relação à oncologia, Carmino de Souza pontuou as principais mudanças que devem ser realizadas para avançar o tratamento no país. “O câncer é um enorme problema de saúde pública. A probabilidade é de que um em cada dois habitantes da Terra tem ou terá câncer. O que eu tenho defendido é que nós precisamos ter um Programa Nacional de Câncer para avançar porque a questão não está ligada apenas ao doente, mas ao todo, desde hábitos de vida saudáveis, rastreamento, diagnóstico precoce, pessoas formadas para o atendimento, tratamentos, follow up e até tratamentos paliativos. Precisamos criar centros integrados de câncer distribuídos pelo país e formalizar as redes de atendimento no país, fazendo que possa ser hierarquizado, complementar e feito por várias entidades públicas de modo a desenvolver o sistema”, explicou. CONTROLE SOCIAL E PARTICIPAÇÃO Para a Maria do Carmo Carpintéro, o principal desafio para os municípios será no planejamento do enfrentamento das consequências pós-covid no SUS. “O desafio de controle social, da inclusão de participação, não apenas em conferências e conselhos, mas de incluir o trabalhador e o usuário nesse planejamento de como enfrentar essas sequelas. Acredito que um grande desafio é fazer isso de forma regional porque, ao mesmo tempo emque o SUS foi valorizado, os trabalhadores ainda se sentem desvalorizados. E a população, que entende que o SUS foi importante durante a pandemia, ainda continua desacreditando os outros serviços. Precisamos pensar estratégias de como incluir esses entes e não apenas os gestores nessa discussão até porque não são apenas as sequelas da Covid-19 enquanto doença, mas também o que ficou de consequência para o serviço de atendimento represado”, disse. VIGILÂNCIA EM SAÚDE Fernando Galvanese opinou sobre a situação em que se encontra a vigilância em saúde no país. “Atualmente, vivemos uma situação bem ambígua porque, apesar de ter sido alvo de uma destruição do Ministério da Saúde, o assunto entrou em discussão na sociedade. Tenho uma visão otimista. Pela primeira vez, percebemos a oportunidade de discutir essas questões de uma maneira mais ampla. Muita coisa tem sido produzida no mundo inteiro como forma de elaborar o trabalho da vigilância em saúde e acho que isso vai proporcionar um cabedal de conhecimento e um grande número de instrumentos de trabalho”, observou. PAPEL DOS COSEMS E DO CONASEMS Na reunião, José Ênio Duarte ponderou que a regionalização é uma maneira de organizar o sistema que foi bastante afetado pela gestão atual do Ministério da Saúde. “Temos que investir em regionalização porque é a partir disso que vamos organizar o sistema, apoiar a questão básica e os conselhos estaduais e federais que já estão previstos. Os trabalhadores precisam participar das discussões. Passamos por uma fase muito difícil. O SUS só não acabou porque tem uma capacidade grande de se manter apesar de toda a falta de apoio. Precisamos de um Ministério da Saúde com capacidade de administrar o sistema”, ressaltou. COSEMS/SP no Clique aqui para ouvir o episódio do podcast Conexão COSEMS/SP com a íntegra da reunião entre os ex-presidentes. Se prefere assistir ao debate, a íntegra está disponível no canal do COSEMS/SP no YouTube. Clique para ouvir! Clique para ver! 5
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