Jornal COSEMS/SP - Ed. 212

Acesse a Carta do 35º Congresso do COSEMS/SP BLOG apoio A força da Regionalização como prioridade para o SUS 2023 do Jorge Harada foi SMS de Embu das Artes (SP), ex-presidente do COSEMS/SP. Atualmente é médico do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP) Foto: Getty Images As discussões no cenário político atual e o grande esgarçamento que ocorre no pacto interfederativo, nos âmbitos federal, estadual e municipal, acabam comprometendo e muito a questão da articulação regional do Sistema Único de Saúde (SUS) nas regiões de Saúde. Vide, por exemplo, as grandes dificuldades que encontramos no enfrentamento da Covid-19. Por outro lado, se não tivéssemos minimamente essa articulação regional e as ações realizadas no SUS, este cenário seria muito pior. Isso demonstra que a questão da regionalização é extremamente necessária para a organização das ações dos serviços do SUS nos vários municípios e nas regiões de Saúde. Os apoiadoresdoCOSEMS/SPpodem estar colaborando em prioridades nas discussões da regionalização e há que se ter toda umamobilização e estimular e incentivar que as pautas nas Comissões Intergestores Regionais (CIR) também sejam organizadas a partir das necessidades de ações de serviços de saúde que ocorrem na respectiva região e território. E, depois, buscar realmente as condições de financiamento, administrativas, do apoio logístico, da regulação, enfim, o planejamento regional de Saúde como deve ocorrer e não pautas a partir de demandas que ocorrem do âmbito estadual ou mesmo do governo federal. Deve existir toda uma articulação entre os gestores municipais para promover as pautas que de fato afetem a qualidade de vida da saúde da população. É claro que isso extrapola a ação no âmbito técnico e é necessário no âmbito administrativo. Mas há de ocorrer uma articulação política entre os gestores no território. Portanto, para que haja essa articulação política no âmbito local, a pauta da regionalização para as eleições de 2022 deve ser uma agenda prioritária, extremamente necessária no campo da política, com envolvimento de todos os trabalhadores em seus territórios e não apenas dos gestores de Saúde. Mobilização conjunta de forma integrada, como Controle Social, participação da comunidade e acima de tudo comosmovimentos sociais para que tenhamos capacidade efetiva de escuta e de articulação das ações de maneira integrada com usuários, cidadãos e com os gestores. Esta pauta é uma possibilidade de retornarmos, inclusive, a partir do âmbito regional, toda uma articulação e fortalecimento do pacto interfederativo que nestemomento está esgarçado, seja no âmbito da reforma fiscal, seja da questão política, e tudo que afeta a vida de toda a sociedade brasileira. É a partir deste campo que devemos agir na defesa do SUS para salvaguardar a vida da população, que é para quem trabalhamos. A questão da regionalização é extremamente necessária para a organização das ações dos serviços do SUS nos vários municípios e nas regiões de Saúde 7

RkJQdWJsaXNoZXIy NjY5MDkx