Página 24 - Medicina Nuclear - 01

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Jan • Fev • Mar 2013 |
medicina nuclear em revista
24
capacitação e mercado
“A incorporação de novos procedi-
mentos diagnósticos, comdestaque
para a tomografia por emissão de pósi-
trons (PET), representa umpotencial
de crescimento em todas as regiões”,
analisou Sapienza, frisando que o
aumento deve ser pautado nas necessi-
dades regionais, o que resulta emum
atendimento adequado à população.
Grade curricular
Apesar das dificuldades enfrenta-
das, Sonia Marta Moriguchi, afirma
que a Sociedade Brasileira de
Medicina Nuclear (SBMN) tem ten-
tado levar a especialidade a todos os
pontos do País. “A Sociedade tem
estimulado a abertura de novos cur-
sos de especialização em todo o
Brasil. Para isso, oferecemos auxílio
na logística da implementação e no
direcionamento da grade curricular,
entre outras orientações”, contou.
A formação do médico nuclear
visa preparar o futuro especialista
para lidar com uma das áreas mais
tecnológicas da medicina. Por esse
motivo, nomes consagrados da área
dizem que a atualização deve ser
constante, com estudos, palestras,
seminários, eventos científicos e
participação em grupos de pesquisa.
De acordo comamédica nuclear
SoniaMoriguchi, omomento é de
algumas mudanças na grade curricu-
lar do curso. “Umdos pontos a ser
destacado é a busca de aprimoramen-
to da formação nos métodos híbridos,
pela necessidade de incorporação de
conhecimentos de métodos seccionais
para adequada interpretação de estu-
dos PET/CT e SPECT/CT e tambéma
crescente demanda de cirurgias
radioguiadas”, opinou.
Algumas instituições, inclusive,
oferecem um ano adicional aos três
já tradicionais da medicina nuclear,
como formação especializada, sen-
do a tecnologia híbrida com PET/
CT e SPECT/CT a mais frequente,
em especial, relacionada a proces-
sos de oncologia, conforme também
explicou Sonia.
No mais, o estudante é exposto à
parte prática e teórica, assim como a
introdução à pesquisa científica. São
incluídos tópicos relacionados à físi-
ca nuclear, ensinamentos específi-
cos emmedicina nuclear, desde a
aquisição dos exames, seu processa-
mento até a confecção dos laudos,
que é o objetivo final.
Está incluso também o ensina-
mento de terapias, a radioproteção
e a parte técnica de instrumentação
com abordagem do conhecimento
do funcionamento dos aparelhos
utilizados nesse aprendizado. “A
grade é iniciada pela parte técnica,
seguida pelo processamento de
exames e após a confecção dos lau-
dos, realização de terapias e domí-
nio das atividades do especialista”,
esclareceu Sonia.
Porém, para ela, é necessário que
haja mais oferta de vagas em todo o
Brasil. “Seria necessária a abertura
de mais vagas em centros universitá-
rios, pois, atualmente muitos espe-
cialistas têm se formado em serviços
particulares, o que não é o ideal”,
analisou a médica nuclear do
Hospital das Clínicas de Botucatu.
Independentemente do fato de a
distribuição geográfica das vagas em
cursos universitários, a preocupação
da SBMN e da especialidade no geral
é o conhecimento homogêneo dos
profissionais que entramnomercado.
Sonia Moriguchi, coordenadora
do departamento de centros
formadores da SBMN
*As questões respondidas pela Dra. Sonia Marta
Moriguchi tiveram colaboração dos também especialistas
em medicina nuclear Eduardo Nobrega, do Hospital
AC Camargo; Bárbara Juarez, da Universidade Estadual
de Campinas (Unicamp); Alaor Barra Sobrinho,
do e Marcelo José dos Santos, da Fundação Pio XII.
© arquivo pessoal
A SBMN tem
estimulado a
abertura de
novos cursos
superiores em
todo o Brasil