Página 25 - Medicina Nuclear - 01

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medicina nuclear em revista
| Jan • Fev • Mar 2013
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capacitação e mercado
“Os requisitos mínimos para a aber-
tura de novos centros formadores
baseia-se em atividades mínimas
necessárias para a formação do espe-
cialista. Se o local de formação não
exercer determinada atividade, é
necessária a realização de convênios
com outras instituições para esse
aprendizado”, disse a doutora.
Em uma simples estimativa, o
médico nuclear Marcelo Tatit
Sapienza, diz que para implantar
um novo serviço de medicina nucle-
ar, os custos variam entre R$ 500mil
e R$ 1,5 milhão para estrutura física,
somado aos gastos em recursos
humanos (que incluemomédico
especialista, o supervisor de radiopro-
teção, o tecnólogo ou biomédico, além
das áreas de enfermagem e adminis-
trativa). A variação dos custos se dá
pelo tipo e porte dos novos serviços.
Espectros de atuação
São muitos os espectros em que a
medicina nuclear atua. Mas o setor
commais procedimentos é o de
diagnóstico, muito embora os bene-
fícios terapêuticos sejam cada vez
mais presentes e avancem rapida-
mente com a tecnologia e o alto
número de trabalhos científicos.
“Dentre as modalidades diagnós-
ticas podem ser elencados os proce-
dimentos cintilográficos, a tomogra-
fia por emissão de pósitrons e os
estudos intraoperatórios”, enumerou
Sapienza, da FMUSP. Vale lembrar
que todos esses procedimentos têm
alto índice de precisão e visibilidade.
O especialista lembrou também
dos benefícios terapêuticos da medi-
cina nuclear. “Como papel bem esta-
belecido no hipertireoidismo e cân-
Estamos
presentes na
atenção ao
paciente em
diversos campos,
que incluem a
oncologia,
cardiologia,
neurologia e
endocrinologia,
por exemplo
cer da tireoide, além de sua crescente
utilização em tumores neuroendócri-
nos e outras doenças, podemos citar
algumas das eficiências terapêuticas
da especialidade”, explicou.
Sonia Moriguchi enumerou todas
as áreas que o profissional de medici-
na nuclear pode atuar. “Omédico
nuclear pode trabalhar em atividades
diretas de um serviço dessa especia-
lidade, na realização de laudos de
cintilografia e na administração de
terapias radioisotópicas. Pode atuar
em densitometria óssea e como
supervisor de radioproteção se esti-
ver habilitado”, explicou.
Por fim, para aqueles que se
interessam em cursar medicina
nuclear, a boa notícia é que esses
cidadãos podem encontrar pela
frente as tão sonhadas placas com
os dizeres ‘há vagas’. “A oferta de
trabalho no Brasil para os especia-
listas está em ascensão. Com a intro-
dução da tecnologia PET/CT a
demanda de exames aumentou,
propiciando a necessidade de mais
profissionais da área em todo o
Brasil”, contou Sonia, lembrando
que esses fatos também aumentam
a remuneração dos profissionais.
Sapienza aponta alguns dos
motivos para se ingressar em
medicina nuclear. “Estamos pre-
sentes na atenção ao paciente em
diversos campos, que incluem a
oncologia, cardiologia, neurologia
e endocrinologia, por exemplo. Ao
lado da incorporação tecnológica,
o especialista tem uma visão
abrangente e funcional do pacien-
te, com a possibilidade de auxiliar
na investigação e conduta, finalida-
de última de qualquer especialidade
médica”, concluiu.
Médico nuclear
Marcelo Tatit sapienza
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