Jan • Fev • Mar 2013 |
medicina nuclear em revista
26
na prática
Aprovação
e registro de
radiofármacos
no País
Apesar de
radiofármacos
estarem entre as
substâncias mais
seguras para uso na
prática clínica e
serem fundamentais
para o diagnóstico
e tratamento de
doenças entraves
por conta de
resoluções na
Anvisa poderiam
dificultar seu
uso no País
por
tatiana piva
Substâncias emissoras de radiação
utilizadas na Medicina Nuclear
(MN) para tratamentos e para exa-
mes de diagnóstico por imagem, os
radiofármacos — assim como mui-
tos medicamentos —, enfrentam
entraves na aprovação e registro no
Brasil. O que, segundo o presidente
da Sociedade Brasileira de Medicina
Nuclear (SBMN), Celso Darío
Ramos, poderia ser um limitador
para o crescimento dessa especiali-
dade e mais, poderia prejudicar
muitos pacientes em todo o País.
A medicina nuclear utiliza doses
farmacológicas ínfimas de radiofár-
macos para diagnósticos de diversas
doenças, como câncer, demências e
cardiopatias. Apesar de serem usa-
dos em doses tão pequenas, pelo
fato de seremmarcados commate-
rial radioativo, os radiofármacos
podem ser vistos através de apare-
lhos como a gama-câmara e a tomo-
grafia por emissão de pósitrons
(PET). Assim esses aparelhos pro-
duzem imagens dos órgãos em fun-
cionamento permitindo ao médico
identificar novas doenças, novos
tumores ou o mal funcionamento do
organismo de um paciente. O radio-
fármaco pode também ser emprega-
do em terapia, para auxiliar no tra-
tamento, utilizando então as pro-
priedades dos materias radioativos
que são transportados até tumores,
por exemplo, através desses fárma-
cos, ou seja, apesar de usados em
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