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HEMO
abril/maio/junho 2013
holofote
Recentemente no Brasil, os bancos pri-
vados têmpassadoaideiadequecomesseato
será possível salvar vidas no futuro, atémes-
mo com medicina regenerativa. De acordo
com Carmino Antonio de Souza, presidente
da ABHH, sangue de cordão não é seguro
de vida. “A desinformação faz com que
as pessoas paguem um preço alto na espe-
rança de um tratamento no futuro. Os pais
acreditam que a coleta é um seguro para o
filho, mas não há garantia de qualidade ou
eficácia”, afirma o presidente.
Para Ângela Luzo, médica e pesqui-
sadora do hemocentro da Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp), embo-
ra a quantidade de armazenamento esteja
crescendo consideravelmente, é importante
ressaltar que a técnica ainda não tem sua
eficiência comprovada e nenhum respaldo
científico. “Ainda não sabemos se essas
células-tronco poderão ser utilizadas no fu-
turo, pois estamos engatinhando nas pesqui-
sas nessa área”, afirma. Umas das justifica-
tivas utilizadas pelos bancos privados são de
que essas células poderão prevenir casos de
leucemia. “Foi comprovado cientificamente
que a carga genética da criança está presente
desde o nascimento. Portanto fazer com que
a família acredite que o armazenamento é
algo extremamente importante para o futuro
é uma propaganda enganosa”, explica.
Para Luiz Fernando Bouzas (
à esq.
),
os bancos públicos estão disponíveis
para os brasileiros que necessitam
de um transplante e não tenham
um doador na família
Ângela Luzo (
acima
), médica e
pesquisadora do hemocentro
da Universidade Estadual de
Campinas (Unicamp) ressalta
que a técnica ainda não tem
sua eficiência comprovada
Vanderson Rocha (
na pág. ao lado
)
destaca que a legislação é rigorosa
com os bancos privados na Europa
Fotos: 1, 2. ©
RS Press
/ Divulgação 3. ©
Shutterstock 4.
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Hospital Sírio-Libanês
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