Página 21 - Medicina Nuclear em revista 05

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medicina nuclear em revista
| Jan • Fev • Mar 2014
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na prática
RMB para dar autossuficiência ao Brasil”.
Ele afirma que as soluções dos países não
chegarão a tempo de evitar um período
crítico que começará em 2015 e se estende-
rá até 2017.
Representando o governo brasileiro,
Obadia destacou a importância do Brasil
em eventos como esse. “Foi nossa terceira
participação nas reuniões do grupo da
OCDE. É uma oportunidade única de
acompanharmos as discussões, ter acesso
às informações atualizadas e apresentar as
ações em andamento, especificamente a
implantação do RMB”, expõe. Ele reforça a
importância de as organizações estarem
atualizadas para reduzir o quanto possível
os impactos na medicina nuclear nacional.
O especialista relata que se compa-
rarmos o índice de número de exa-
mes de medicina nuclear por habi-
tante realizados no Brasil com o de
países como Argentina e EUA, veri-
fica-se a existência de uma demanda
potencial significativa ainda a ser
coberta, já que esse índice é 2,5 vezes
maior na Argentina e seis vezes
maior nos EUA.
Em busca de soluções
Entre 21 e 23 de janeiro, a Organização
para a Cooperação e Desenvolvimento
Econômico (OCDE) reuniu na França
mais de 50 líderes de todo omundo na
área de medicina nuclear para discu-
tir as soluções para enfrentar a possí-
vel crise domolibdênio-99 nos próxi-
mos anos. O grupo foi criado em 2009
como objetivo de reunir duas vezes
por ano os principais atores envolvi-
dos na cadeia de suprimento do
molibdênio em suas diferentes etapas.
Uma das principais questões
abordadas foi sobre os custos envol-
vidos na produção do material.
Segundo os representantes do even-
to, o tema é fundamental para que
sejam estabelecidas condições de
sustentabilidade a esse mercado, em
termos mundiais. O vice-presidente
da SBMN, Cláudio Tinoco, represen-
tou a Sociedade na reunião: “Fizemos
uma apresentação do panorama
médico da medicina nuclear no
Brasil, mostramos alternativas para
a falta do molibdênio-99 e acompa-
nhamos as estratégias de diversos
países. Durante o evento foi discuti-
da a necessidade de implantação do
da esquerda para a direita:
claudio tinoco mesquita,
vice-presidente da sbmn,
ron cameron, head of nuclear
development for the oecd,
isaac josé obadia, diretor de
pesquisa e desenvolvimento (DPD)
da cnen e Pavel peykov,
analista do oecd
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