Jan • Fev • Mar 2014 |
medicina nuclear em revista
22
na prática
Tinoco ressalta que a discussão deixou claro
que o mercado precisa se organizar para que não
ocorra escassez dos elementos radioativos ou ele-
vação exagerada dos custos. “Ambos os cenários
impactarão muito negativamente na prática
médica de exames essenciais de medicina
nuclear no mundo.”E comenta a importância do
RMB para o País: “O reator poderá dar autossu-
ficiência para a produção de isótopos radioativos
e tranquilidade para a sociedade. A CNEN tem
todo o expertise para operar esse empreendi-
mento, porém é necessário que as verbas para
sua implementação sejam asseguradas”. O vice-
-presidente da SBMN destacou também que o
projeto permitirá ainda que novos isótopos
sejam produzidos e que se aumente a
cobertura da população.
O diretor de Radiofarmácia do Ipen, Jair
Mengatti, acredita que a discussão é sempre
positiva. “Já ficamos muito dependentes de
outros países no fornecimento de molibdênio-99.
É importante discutirmos possíveis soluções
para o problema e elaborarmos estratégias para
não passarmos mais por essa situação e sobre-
vivermos nas próximas décadas. No caso do
Brasil, o RMB mostra-se como uma alternativa
a médio e longo prazos”, conclui.
© sbmn • divulgação
Canadá
Bélgica
Holanda
França
África do Sul
Austrália
Argentina
PAís
Conheça os sete reatores mundiais
que produzem o molibdênio-99 e o
tempo de duração de cada um
NRU
BR2
HFR
OSÍRIS
SAFÁRI-1
OPAL
RA-3
reator
55
51
51
46
47
05
45
idade
(anos)
out/ 2016
2018
2018
2015
-
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-
Previsão de
desligamento