reportagem
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© Raul Santana / Fiocruz
Por Daniella Pina
I
niciativa de entidades médi-
cas e filantrópicas, a campanha
Novembro Azul se popularizou
no País, ganhando apoio de em-
presas, organizações não governamen-
tais, artistas e grande parte da impren-
sa. O incentivo ao rastreamento do
câncer de próstata, no entanto, além
de não ser consideravelmente eficaz,
envolve riscos não discutidos por seus
propositores e entusiastas.
Contrária à campanha, a Sociedade
Brasileira de Medicina de Família e
Comunidade (SBMFC) se posicionou por
meio de um comunicado público em que
sugere que os homens devem ser vistos
de forma integral, e a eles devem ser di-
rigidos cuidados preventivos adequados,
de forma regular. “A SBMFC considera que
os homens, de fato, precisam dar e rece-
ber mais atenção à sua saúde, mas as evi-
dências científicas mais recentes deixam
claro que isso não deve ser feito por meio
da dosagem do PSA ou realização de to-
que retal em pessoas que não apresentam
qualquer sintoma.”
Contrária à campanha Novembro Azul, SBMFC
incentiva o debate sobre limites médicos e sugere
a atenção à saúde do homem de forma
regular e integral
Cuidadocompleto




