07 / 2023 ABHH em Revista 27 Clique aqui para assistir webinar da ABHH sobre a PEC 10/2022 É possível dizer que, do ponto de vista da capacidade produtiva, estamos longe do ideal e é um erro acreditar que a iniciativa estatal dará conta. É preciso ter outro tipo de estratégia, mas, para isso, é preciso mudar a legislação Dr. Dimas Tadeu Covas, diretor científico da ABHH “É preciso mudar a legislação” Além de não produzir hemoderivados, o Brasil conta também com o Sistema Nacional de Sangue e Derivados (SINASAN), um sistema que apresenta baixa eficiência. Segundo o Dr. Dimas, o país conta com a Hemobrás há 18 anos, uma empresa que apenas importa produtos e distribui para o Ministério da Saúde principalmente, mas que não garante a autossuficiência nacional por hemoderivados. Além disso, outro fator importante para a expansão da produção nacional de hemoderivados é a própria legislação brasileira, que é restritiva, e impede o desenvolvimento da Política Nacional de Autossuficiência. Para o Dr. Dimas, seria necessário a existência de duas Hemobrás para atender as necessidades mínimas do Brasil. Já para as necessidades médias, o país precisaria de quatro Hemobrás. Atualmente o Brasil possui um grande número de pessoas que necessitam dos hemoderivados para sobreviver, mas que não têm sido fornecidos na quantidade necessária. Na pandemia, por exemplo, foram utilizados produtos não autorizados pela ANVISA por conta dessa escassez. São mais de 20 doenças, entre elas a hemofilia, que dependem de hemoderivados para o tratamento desses pacientes. “É impossível atender às necessidades brasileiras apenas com os doadores de sangue total, sendo necessária a introdução da plasmaférese para a obtenção do plasma industrial. É possível dizer que, do ponto de vista da capacidade produtiva, estamos longe do ideal e é um erro acreditar que a iniciativa estatal dará conta. É preciso ter outro tipo de estratégia, mas, para isso, é preciso mudar a legislação”, afirmou o Dr. Dimas.
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