ABHH em Revista #11/2024

ABHH em Revista 11 / 2024 20 Em 2022, a ABHH criou o Programa Equidade ABHH para desenvolver e fortalecer ações nas áreas da Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular no âmbito dos sistemas de saúde. Representando um marco para a ABHH, o programa defende que políticas públicas sejam criadas levando-se em consideração determinantes sociais de saúde, disseminando o acesso igualitário a medicamentos essenciais e a novas tecnologias igualmente na saúde suplementar e no SUS. O que esperar no futuro? Apesar do contexto desafiador, a perspectiva é de que seja possível amenizar a situação crítica atual. “Temos consciência de que os desafios são muitos, mas, com estruturação e objetivos bem estabelecidos, podemos avançar para melhorar, sobretudo, a prevenção, o diagnóstico precoce e melhorias nos serviços de saúde. A criação da nova Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no SUS (confira reportagem sobre este assunto na página XX), uma vez implementada de forma objetiva, será decisiva para a melhoria do cenário”, afirma Luana, da Abrale. Um fator apontado por ela para melhorar o acesso ao tratamento no Brasil é a colaboração importante entre médicos e pacientes. “Os médicos possuem o importante papel de comunicar, informar e trabalhar a educação em saúde sobre a realidade do tratamento, os direitos relacionados à saúde e os serviços disponíveis no SUS, garantindo que estejam bem informados sobre como acessar o tratamento necessário. Já o paciente deve estar envolvido ativamente no processo de tomada de decisão relacionado à sua saúde. Temos visto um movimento muito ativo de pacientes nesse sentido, tanto no que se refere ao protagonismo do tratamento, quanto por melhores serviços e acesso ao tratamento. Um exemplo é a participação social nos processos de incorporação de tecnologia, tanto no SUS quanto na saúde suplementar”, complementa Luana. Hoje o SUS, em sua grandiosidade, consegue dar as respostas necessárias para os pacientes com câncer até certo ponto da jornada. A partir daí, o paciente fica sozinho esperando resoluções que muitas vezes não chegam ou chegam com muito atraso, o que implica seriamente no desfecho do tratamento Marlene Oliveira, presidente do Instituto Lado a Lado pela Vida ABHH COMPROMETIDA COM A EQUIDADE NO ACESSO Conheça mais sobre o Programa em perspectiva

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