ABHH em Revista #12/2024

Com anticorpos monoclonais Desde 2010, surgiram os anticorpos monoclonais, proteínas artificiais que agem como anticorpos feitos pelo sistema imunológico. O anticorpo monoclonal mais significativo foi o daratumumabe, aprovado em 2015, que mudou a prática do tratamento da doença. Com células CAR-T Mais recentemente, tivemos o desenvolvimento de terapias de células CAR-T, que modificam geneticamente as próprias células imunes do paciente. Também há pouco tempo, a FDA aprovou dois medicamentos com CAR-T, inicialmente para o tratamento em fases mais tardias do mieloma. Com anticorpos biespecíficos Classe relativamente nova de medicamentos em mieloma múltiplo, os anticorpos biespecíficos são tratamentos bastante promissores. Três anticorpos biespecíficos, uma forma de imunoterapia pronta para uso, foram recentemente aprovados pela FDA. “Lembrando que medicina não é matemática. Portanto, ainda há pacientes que apresentam resposta contrária ao que se espera desses resultados. De todo modo, em pesquisa clínica, para termos a proteína monoclonal negativa controlada, levamos tempo acompanhando os exames. Nesse período, uma medicação, que poderia já estar sendo utilizada pelos pacientes, fica limitada aos estudos clínicos, sem chegar ao mercado”, ressalta a Dra. Danielle. Para a especialista, com a DRM como parâmetro como colocado pela FDA, os pesquisadores e especialistas poderão avaliar, meses ou anos antes, qual tratamento é melhor, qual leva a um controle extremamente profundo da doença, antecipando a chegada desse medicamento ao mercado. Com isso, haverá a perspectiva de uma sobrevida maior do paciente. Tratamento com tecnologia CAR-T Maiolino também analisa que a avaliação da DRM permite não esperar muito tempo para medir a sobrevida e traz uma possibilidade maior de aprovação de medicamentos, por exemplo, com a tecnologia CAR-T. Nesse sentido, recentemente a FDA aprovou dois medicamentos com CAR-T, inicialmente para o tratamento em fases mais tardias do mieloma. São elas: Idecabtagene vicleucel; Ciltacabtagene autoleucel, também aprovado pela Anvisa com a mesma indicação — para pacientes que foram expostos ao Bortezomibe e são refratários à Lenalidomida. “Isso significa que cada vez mais o CAR-T vem para as linhas mais precoces de tratamento. Possivelmente em breve os pacientes poderão utilizar essas tecnologias na primeira recidiva”, analisa Maiolino. Quanto mais cedo forem utilizadas, Novos tratamentos para o MM 12 / 2024 ABHH em Revista 13

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